Siga-nos no Whatsapp
A+ / A-

Natal é convite permanente à “esperança”, diz D. Antonino Dias

19 dez, 2017 - 15:46 • Ecclesia

Na sua mensagem de Natal o bispo de Portalegre-Castelo Branco realça o mistério de amor pela humanidade que nunca se tornará abstracto.

A+ / A-

O bispo de Portalegre-Castelo Branco diz que o tempo de Natal é um convite permanente à “esperança” e à convicção de que Deus nunca abandona a humanidade perante “a sua fragilidade”.

Na sua mensagem para a quadra natalícia deste ano, D. Antonino Dias reconhece que no ano que passou “a desolação, o desânimo e a desistência bateram à porta de muita gente”, devido a um conjunto de acontecimentos que abalaram Portugal e o mundo.

Como a realidade “devastadora dos incêndios” que atingiram o país ao longo deste Verão, causando mais de 100 mortos e destruindo casas, empresas e centenas de milhares de hectares de florestas.

“Implacáveis (os fogos) fizeram imperar a destruição da casa comum que é a natureza, acumularam dolorosamente o sofrimento humano, ceifaram pessoas e destruíram famílias, mataram animais e devastaram bens essenciais fruto do trabalho e da dedicação humana”, recorda o prelado.

Um ano em que continuaram a imperar realidades como a pobreza, o desemprego, a droga e o alcoolismo, ou a solidão, expressa no “sofrimento de tantas pessoas que vivem sozinhas e doentes ou são abandonadas nos lares, com frieza e ingratidão dos mais chegados”.

No plano global, o responsável católico lembra um ano que “colocou a humanidade diante do risco de novos conflitos à escala mundial, deu a provar o sabor das novas ditaduras, escaqueirou os princípios éticos em manifestações variadas de corrupção, confrontou as pessoas com a violência e as agressões gratuitas, surpreendeu com uma autêntica desumanização civilizada”.

E mostrou “a fragilidade e a dificuldade da educação e da liberdade, o falhanço dos projectos, a debilidade dos compromissos, a apetência pela indiferença e pelo egoísmo”.

Perante todos estes obstáculos, poderia haver “pelo menos dois caminhos”, aponta D. Antonino Dias, o da vitimização e estagnação, ou o do “empreender caminho”.

“Ora, o Natal é sempre a segunda opção”, frisa aquele responsável.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • a. coelhinho
    19 dez, 2017 matosinhos 17:01
    Poético!!!!!!!!!

Destaques V+