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“Civilização do amor” continua a “assustar ricos e poderosos”, diz bispo de Santarém

19 dez, 2017 - 15:26 • Ecclesia

Cristo veio ao mundo para “libertar” o Homem “do mal e de toda a escravatura”, mas “dois mil anos” depois, muito ainda há a fazer para concretizar esse desígnio, diz D. José Traquina.

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O bispo de Santarém diz que é necessário devolver o verdadeiro sentido ao Natal, uma “mensagem de amor na defesa da vida e da dignidade humana” que tem que continuar a ser “proposta” à sociedade.

Numa nota enviada hoje à Agência Ecclesia, D. José Traquina realça que “é estranho que se fale tanto do Natal” e depois em tantos contextos “não haja interesse por saber quem foi que nasceu”.

Para aquele responsável, isto é sinónimo de que o Menino Jesus nascido na gruta em Belém para desafiar os homens à “civilização do amor” continua a “assustar ricos e poderosos”, e por isso a ser “substituído” das mais diversas formas.

O responsável católico sublinha que Cristo veio ao mundo para “libertar” o Homem “do mal e de toda a escravatura”, mas “dois mil anos” depois, muito ainda há a fazer para concretizar esse desígnio.

D. José Traquina recorda em particular as franjas mais vulneráveis da sociedade, como as “crianças” e as “mulheres”, vítimas muitas vezes de tráfico humano e de exploração, laboral e sexual.

Lembra também os mais pobres, que com Cristo são considerados “preferidos de Deus” mas que actualmente continuam a ser colocados à margem.

“O Menino do presépio repõe-nos no amor puro e na verdade da existência humana; com Ele nasce a proposta do perdão, da purificação”, frisa o bispo de Santarém, para que, “se o Natal que se está a celebrar não tiver estas ou outras considerações, só deixará para muitos o “sabor a vazio e o desejo que passe depressa”.

Neste sentido, o prelado desafia as comunidades a “concretizarem” durante esta quadra natalícia “um gesto, acção ou palavra” junto de quem “tenha necessidade”.

“Não tenhamos medo de encontrar o Menino, acreditar n’Ele e admitir a sua missão. Assim, o nosso coração e a nossa vida ficarão cheios da alegria”, exorta D. José Traquina.

Numa mensagem especial para as crianças, o bispo expressa o desejo a que todas possam encontrar “em cada casa e família um ambiente onde se sintam amadas e felizes”.

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