À prova de bala

18 abr, 2013 • Catarina Santos

Indie Lisboa celebra 10 anos. Porque "Hollywood está a ficar sem ideias", há uma "curiosidade por nomes, por países e por filmografias que antes não existia".

À prova de bala
Começou por ser um pequeno festival de cinema independente e, em dez anos, o Indie Lisboa tornou-se um fenómeno que leva anualmente perto de 36 mil pessoas às salas e outras 9 mil às actividades paralelas. O propósito de sugerir alternativas mantém-se na edição que hoje começa. Até porque, diz-se no slogan deste ano, "Hollywood está a ficar sem ideias". A 10ª edição começa esta quinta-feira e decorre até 28 de Abril.
Começou por ser um pequeno festival de cinema independente e, em 10 anos, o Indie Lisboa tornou-se um fenómeno que leva anualmente perto de 36 mil pessoas às salas e outras nove mil às actividades paralelas. O propósito de sugerir alternativas mantém-se na edição que começa esta quinta-feira. Até porque, diz-se no "slogan" deste ano, "Hollywood está a ficar sem ideias".

O balanço destes 10 anos deixa o director Miguel Valverde orgulhoso. "Nós acreditamos que há um público novo em Portugal, que criou um novo interesse pelo cinema português - as sessões de cinema português correm sempre muito bem, estão sempre cheias. E, ao mesmo tempo, há uma curiosidade por nomes, por países e por filmografias que antes não existia. Lisboa, em termos de cinema, não é o que era há 10 anos", diz o director do festival à Renascença.

No aniversário redondo há 246 filmes para ver, rapartidos por seis secções oficiais e três paralelas. Miguel Valverde sugere um roteiro que passe pela secção Observatório, onde estão filmes como "Viagem de Finalistas", de Harmony Korine, "Antes da Meia-noite", o terceiro capítulo da história que há anos junta Ethan Hawke e Julie Delpy em diálogos intermináveis, ou "No", de Pablo Larraín, que recua ao Chile de Pinochet. Filmes que, acredita o director, são para todos os gostos, "completamente à prova de bala".

Valverde deixa ainda um convite aos espectadores para espreitarem a competição internacional de longas e curtas-metragens, "onde nós revelamos - e é essa a nossa função - os cineastas de futuro". "Ou seja, nós estamos a apontar caminhos e estamos a apontar nomes que daqui a 10 ou 15 anos vão ser os cineastas de referência."

E há ainda secções de música, documentários, cinema infantil... Em suma, há opções "para todos os gostos, para pessoas desde os três até aos 90 anos", remata Miguel Valverde. Tudo isto para ver até dia 28, na Culturgest, no Cinema São Jorge, na Cinemateca e no cinema City Classic Alvalade, em Lisboa.