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“Fé é alimento do trabalho académico”

20 dez, 2012 • Aura Miguel

Directora do Colégio São Tomás fala da importância da fé para a sua vida. Até sexta-feira a Renascença vai ouvir três profissionais sobre como vivem a fé no meio do mundo.  

São leigos católicos, com percursos profissionais reconhecidos publicamente e que exercem a profissão mergulhados nos problemas e desafios da actualidade, lado a lado com outros profissionais não católicos.

No âmbito dos 50 anos do Concílio Vaticano II e em pleno Ano da Fé, de quarta a sexta-feira a Renascença transmite três testemunhos: De uma directora de um colégio, de um cardiologista e de um jurista professor de direito penal.

Isabel Almeida e Brito, directora do Colégio São Tomás, em Lisboa, explica que a sua fé traduz-se em vantagem para os alunos: “Eu tenho a alegria transbordante de ter certezas. Numa escola em que os alunos estão sempre a perguntar ‘porquê’, a coisa mais vibrante são adultos que possam responder. Quanto mais certezas tivermos, mais útil se torna a nossa vida para as perguntas e dúvidas dos alunos.”

A directora encara a fé não como um obstáculo, mas sim como alimento do trabalho académico: “Não há nenhuma pergunta que nos embarace, não há nenhuma pergunta que nos deixe sem resposta, ela própria origem de outras perguntas. É como se a fé fosse o verdadeiro alimento do trabalho académico. Há sempre um mais além à qual a nossa razão quer chegar”.

“A fé é a energia de onde vem o gosto pela matemática, pela literatura, pelas descobertas científicas e até de uma certa maneira de convivermos”, conclui.