Estado do país não permite "rupturas que ponham em causa sacrifícios"

20 set, 2012

D. Manuel Clemente mostra-se preocupado com a crise política no interior da coligação do Governo.

Estado do país não permite "rupturas que ponham em causa sacrifícios"
Numa altura em que as delegações do CDS e do PSD se preparam para reunir, em ambiente de crise política no seio da coligação, o bispo do Porto diz que a situação do país não se compadece com crises “que vão além do razoável”.

D. Manuel Clemente lembra que está em causa o futuro do país e os sacrifícios já feitos pelos portugueses.

“Acredito apesar de tudo, e acima de tudo, na responsabilidade das pessoas. Eles sabem, com mais elementos do que nós cidadãos dispomos, quais as urgências, e elas não se compadecem com crises que vão alem do razoável.”

D. Manuel Clemente diz compreender que haja tensões políticas, mas recorda que as necessidades sociais são mais importantes: “É certo que no concerto das forças políticas de uma sociedade democrática há sempre trabalho a fazer e há divergências que surgem, isso é normal. Mas as necessidades da sociedade são de tal ordem que não permitem rupturas que possam por em causa os sacrifícios. Temos de andar para a frente e têm de se encontrar consensos básicos, isso é fundamental”.

O bispo falava hoje na Sé do Porto, à margem da missa que antecedeu o início do Congresso Internacional das Misericórdias.