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Papa manifesta solidariedade a trabalhadores que lutam pelos seus empregos

23 abr, 2014 • Ecclesia

Francisco pediu que os responsáveis não fiquem de “braços cruzados” perante estes casos.  

Papa manifesta solidariedade a trabalhadores que lutam pelos seus empregos
Papa manifesta solidariedade a trabalhadores que lutam pelos seus empregos
O Papa mostrou-se “verdadeiramente comovido” e “triste” com uma videomensagem que lhe foi enviada pelos trabalhadores da empresa siderúrgica Lucchini Piombino, na Itália, que lutam pelos seus empregos. Francisco explicou às dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a audiência pública semanal que a mensagem chegou antes do encerramento do forno da instalação siderúrgica, situada em Livorno, cerca de 250 quilómetros a norte de Roma.
O Papa mostrou-se “verdadeiramente comovido” e “triste” com uma videomensagem que lhe foi enviada pelos trabalhadores da empresa siderúrgica Lucchini Piombino, na Itália, que lutam pelos seus empregos.

“Caros trabalhadores, caros irmãos, nos vossos rostos era visível uma profunda tristeza e preocupação de pais de família que pedem apenas o seu direito a trabalhar e viver dignamente, para poder guardar, alimentar e educar os seus filhos. Ficai certos da minha proximidade e da minha oração”, declarou, esta quarta-feira, no Vaticano.

Francisco explicou às dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a audiência pública semanal que a mensagem chegou antes do encerramento do forno da instalação siderúrgica, situada em Livorno, cerca de 250 quilómetros a norte de Roma.

“Não percais a esperança, o Papa está convosco, reza por vós, para que, quando se perdem as esperanças humanas, fique sempre acesa a esperança divina, que nunca desilude. Abraço-vos fraternalmente”, afirmou.

Francisco dirigiu-se depois a “todos os responsáveis”, pedindo esforços de “generosidade e criatividade” para voltar a “acender a esperança nos corações” destas pessoas e de “todas as pessoas desempregadas por causa do desperdício e da crise económica”.

“Por favor, abri os olhos e não fiqueis de braços cruzados”, apelou.

A intervenção aconteceu após a catequese, na qual o Papa disse que só a fé na ressurreição de Jesus oferece a alegria “verdadeira”

A alegria pascal é “uma alegria verdadeira, profunda, baseada na certeza de que Cristo ressuscitado já não morre, mas está vivo e atua na Igreja e no mundo”, declarou, perante dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a audiência pública semanal.

Os peregrinos de várias línguas saudaram Jorge Mario Bergoglio no dia da festa litúrgica do seu onomástico, São Jorge.

Antes de chegar à Praça de São Pedro, por onde passou em carro coberto, por causa da ameaça de chuva, o Papa cumprimentou um grupo de pessoas com deficiência, na sala Paulo VI.

Francisco convidou os presentes na Praça de São Pedro a repetir, com ele, uma frase do Evangelho de São Lucas, dita aos discípulos após a morte e ressurreição de Jesus: ‘Porque procurais entre os mortos aquele que está vivo?’.

“Estas palavras são como uma pedra milenar na história mas também uma pedra de tropeço, se não nos abrimos à Boa Nova, se pensamos que é menos incómodo um Jesus morto do que um Jesus vivo”, assinalou.

Segundo o Papa, é preciso repetir no “caminho diário” a pergunta do anjo aos discípulos, ‘Porque procurais entre os mortos aquele que está vivo?’.

“Tantas vezes procuramos a vida no meio de coisas mortas”, lamentou.