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Expressão "feriados roubados" põe em causa projecto de lei comunista

30 jan, 2014 • Susana Madureira Martins

Diploma deve chumbar com os votos contra dos partidos do arco de governação, PSD e CDS-PP. Deputado centrista Ribeiro e Castro, que há anos defende a reposição, está hesitante no sentido de voto.

Expressão "feriados roubados" põe em causa projecto de lei comunista

Uma expressão pode pôr em causa a aprovação do projecto de lei do PCP sobre a reposição dos feriados. Os comunistas exigem a restituição dos “feriados roubados”, linguagem que já causou algum mal-estar no Governo e na maioria, que, na última conferência de líderes, lamentou a expressão usada.
 
O deputado comunista David Costa responde às críticas dizendo que, se o projecto de lei for aprovado, o PCP estará disponível para deixar cair a dita expressão.
 
“O PCP apresenta este projecto de lei que visa a reposição dos feriados nacionais retirados, porque considera que esta retirada não resolveu nenhum problema social, nenhum problema económico. Antes pelo contrário, o que nos trouxe foi agravamento da exploração, porque se transformou estes feriados em trabalho não pago”, reiterou o deputado.

“Se esta maioria aprovar este projecto de lei, nós podemos estar disponíveis para retirar essa expressão”, assegurou ainda à Renascença David Costa.
 
O projecto de lei deve chumbar com os votos contra dos partidos do arco de governação, PSD e CDS-PP. 
 
"É excessivo em duas matérias: primeiro na linguagem, que é completamente inaceitável, os ‘feriados roubados’, e por outro lado vai também longe demais, vive no mundo da fantasia, e quer acrescentar ao elenco dos feriados a terça-feira do Carnaval”, critica o deputado centrista Ribeiro e Castro.

O deputado, que há anos defende a reposição dos feriados, está hesitante no sentido de voto no projecto de lei do PCP, não colocando de parte a abstenção, apesar das críticas que faz: “Abster-me, não sei”.

“A favor infelizmente não posso votar, porque o PCP quer aumentar os feriados; quer dizer, já agora, mais cinco, não é…talvez o Santo António, não sei, talvez o São João, o São Pedro, feriados a rodos! Descanso e festa! Acho que se vai longe demais”, remata.