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"Nem com uma pistola apontada à cabeça". Grécia rejeita prolongamento do memorando

17 fev, 2015

Governo da Grécia "não se deixa chantagear com ultimatos", avisa porta-voz do primeiro-ministro Alexis Tsipras.

"Nem com uma pistola apontada à cabeça". Grécia rejeita prolongamento do memorando
A Grécia não aceita o prolongamento do actual programa de resgate da troika "nem com pistola apontada à cabeça", afirma o porta-voz do Governo de Atenas.

A posição foi avançada esta terça-feira por Gavriil Sakelaridis, no dia seguinte à reunião dos ministros das Finanças da zona euro que terminou num impasse sobre a questão grega.

Em declarações à estação de televisão Mega, Gavriil Sakelaridis garantiu que o Governo da Grécia "não se deixa chantagear com ultimatos".

O porta-voz referia-se ao prazo dado pelo presidente do Eurogrupo. Jeroen Dijsselbloem deu até ao fim-de-semana para a Grécia pedir o prolongamento do actual programa de resgate.

Jeoren Dijsselbloem disse preferir uma solução que passe pela extensão do actual programa de assistência à Grécia num curto prazo, enquanto se negoceia uma de longo prazo, sublinhando que a iniciativa pertence a Atenas.

O Governo grego rejeita a continuidade das medidas de austeridade previstas no plano de resgate. O ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, reiterou a vontade de encontrar um acordo que garanta uma "solução honrosa" para todos, mas advertiu que Atenas não aceita um ultimato da União Europeia.

"Na história da União Europeia, nada de bom surgiu com um ultimato", frisou Yanis Varoufakis.