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Honras de Panteão para Sophia de Mello Breyner Andresen

06 mar, 2014

Assinala-se este ano uma década da morte da escritora portuguesa que co-fundou a Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos e foi, após o 25 de Abril, deputada à Assembleia Constituinte.

Honras de Panteão para Sophia de Mello Breyner Andresen
Foi esta quinta-feira publicado em Diário da República a resolução que permite a trasladação dos restos mortais da escritora Sophia de Mello Breyner Andresen para o Panteão Nacional.

A resolução da Assembleia da República revela que vai ser constituído um grupo de trabalho composto por representantes de cada grupo parlamentar, para determinar a data e definir e orientar o programa.

O documento, publicado ano em que se assinalam os dez anos da morte da escritora portuguesa e os 40 anos do 25 de Abril, refere que se vai homenagear "a escritora universal, a mulher digna, a cidadã corajosa, a portuguesa insigne".

No projecto de resolução, os deputados escreveram ainda: para a escritora, "a intervenção política fez-se sempre por imperativos morais e poéticos". "Até ao fim, a sua voz disse as palavras da sua vida: liberdade, justiça, beleza, poesia, dignidade, esperança".

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto, filha de pai dinamarquês. Foi a segunda mulher a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa – o Prémio Camões, em 1999 – e co-fundadora da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos durante a ditadura.

Depois do 25 de Abril, foi eleita deputada à Assembleia Constituinte.