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"Acordo é bom para o país"

06 jul, 2013 • Eunice Lourenço e Paula Caeiro Varela

Líder do CDS recusou explicar demissão no Conselho Nacional.

"Acordo é bom para o país"

Paulo Portas garante que o entendimento alcançado entre ele e o primeiro-ministro “é um bom acordo para o país”. Na intervenção com que abriu o Conselho Nacional, o líder do CDS não deu, no entanto, explicações detalhadas sobre esse mesmo acordo porque, explicou, entende que deve manter a reserva, uma vez que o acordo está neste momento no Palácio de Belém.

De acordo com o relato da reunião feito à Renascença, Paulo Portas começou por dizer que a sua demissão foi uma atitude de consciência e que as atitudes de consciência não se partilham, nem se plebiscitam. Ou seja, recusou dar mais explicações sobre a demissão de terça-feira, mas acrescentou que não espera que todos se revejam nas suas decisões e que não ficará incomodado com quem o crítica e não compreende.

Paulo Portas também disse que, nesta crise, separou o plano pessoal do institucional e que o facto de ter pedido a demissão de ministro e Estado e dos Negócios Estrangeiros não o impediu, nem poderia impedir, de conduzir pelo CDS negociações que classificou de muito relevantes para o interesse nacional.

O líder do CDS afirmou ainda que, ao tomar a atitude que tomou, tinha de estar disponível para renunciar a qualquer tipo de actividade política, quer ao nível do Governo, quer do partido. Mas acrescentou que se tivesse de escolher entre o interesse próprio e o do partido, escolheria o do partido e, se tivesse de escolher entre o interesse do partido e o interesse do país, escolheria o do país.

Ao longo das quase quatro horas de reunião do conselho nacional foram várias vezes ouvidas palmas no andar de baixo da sala onde estavam reunidos os conselheiros. E, segundo os relatos feitos à Renascença, foram feitas muitas intervenções emotivas de apoio ao líder.