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Igreja diz que Governo deve evitar austeridade cega

24 out, 2012

Padre Manuel Morujão pede que se poupem desempregados e pensionistas e fala em pensões de pobreza “que nos deviam envergonhar a todos”.

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Padre Manuel Morujão, defendeu, hoje, em declarações à Renascença, que o Governo deve “evitar as medidas de austeridade cegas”.

“São de evitar medidas de austeridade cega, devendo-se seguir pelo caminho dos sacrifícios que sejam justos. Deverão ser poupados os desempregados e os pensionistas, por vezes, com pensões de pobreza que nos deveriam envergonhar a todos”, defendeu Manuel Morujão, numa reacção à proposta de redução das prestações sociais.

O Governo pretende reduzir o valor do Rendimento Social de Inserção (RSI) em 6% e o complemento solidário para idosos em 2,25%, de acordo com uma proposta de decreto-lei enviada ontem aos parceiros sociais.

O Executivo pretende ainda baixar o valor mínimo do subsídio mensal de desemprego em 10%, para os 377,29 euros, o que reduziria a prestação a cerca de 150.000 pessoas.

Reconhecendo que a solução da crise depende de todos, o porta-voz da CEP considera que o Governo e a classe política têm uma responsabilidade muito especial em encontrar uma saída para o problema.

“Confiamos que possa haver os devidos acertos para que se respeite e ajude os nossos concidadãos que vivem na fronteira da dignidade humana, permanentemente ameaçados pela pobreza, pela falta do pão de cada dia”, ramtou Morujão.