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Revista de Imprensa europeia

Ameaça britânica não demove Merkel do apoio a Juncker

11 jun, 2014 • Ana Rodrigues

Sucessão à presidência da Comissão Europeia continua a alimentar as capas dos jornais, incluindo os portugueses. Eventuais transgressões às regras europeias da concorrência são o outro assunto em destaque.

O apoio da chanceler alemã ao candidato do Luxemburgo à presidência da Comissão Europeia e os avisos deixados por Angela Merkel marcam os destaques da imprensa esta quarta-feira e a polémica em torno da sucessão de Durão Barroso.

O jornal “Público” chama o assunto à primeira página para dizer que “Merkel apoia Junker e rejeita ameaça britânica”. Escreve o jornal que “Cameron repetiu a ameaça de abandonar a União Europeia, mas colocou finalmente na mesa a sua moeda de troca para um compromisso: a alteração do princípio da livre circulação de cidadãos no espaço comunitário”.

No “Correio da Manhã” também se destaca a sucessão de Durão Barroso com o título “Merkel defende nome de Junker”. O diário refere que “durante a mini cimeira, com três líderes críticos do favorito para presidir à Comissão Europeia, a chanceler alemã distribuiu avisos e manteve o rumo”.

Outro tema a marcar a actualidade prende-se com o facto de a Comissão Europeia estar a lançar uma investigação formal para saber se a utilização de incentivos fiscais em alguns países, para atrair empresas internacionais, violam as regras da União Europeia relativas aos auxílios estatais.

Segundo o site do “Observer”, “a iniciativa, que deverá ter como principais alvos a irlanda, o Luxemburgo e os Países Baixos, deverá ser anunciada por Joaquin Almunia, numa conferência de imprensa que deverá acontecer ainda hoje”.

O mesmo assunto está a ser destacado pela RTE News, a televisão nacional da Irlanda, país “acusado de criar um sistema que permitiu à Apple contornar o pagamento de imposto”. Por isso, o anúncio que será “feito pelo comissário europeu da Concorrência é aguardado com expectativa”.

Já o inglês “The Independent” destaca que a correctora gigante de Michael Spencer, a ICAP, "é acusada de quebrar as regras europeias da concorrência por se ter concertado com os bancos com vista a alterar as taxas de juro de referência”.

Escreve este jornal que a empresa já veio a público garantir que “não quebrou qualquer regra de concorrência da União Europeia e vai defender-se vigorosamente contra tais alegações”.