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China

Cavaco na Cidade Proibida lembra que "o poder está no meio do povo"

15 mai, 2014 • Eunice Lourenço, em Pequim

Tirou fotografias e quis saber pormenores sobre imperadores chineses, incluindo quantas concubinas tinham. "O poder, isolado do povo, não é boa coisa. Ainda por cima fechado e com 55 mulheres".

Cavaco na Cidade Proibida lembra que "o poder está no meio do povo"
Cavaco Silva entrou na Cidade Proibida pela porta ocidental, a Entrada da Harmonia Suprema. Passou pela Praça da Paz Celestial, onde chamou Rui Machete para o seu lado e mais à frente tirou uma fotografia com os deputados que acompanham a sua visita à China. Aí, falou não em paz celestial, mas em "paz consolidada".

Pelo caminho da sua visita guiada ao centro do poder da China imperial, o Presidente da República fez perguntas, muitas perguntas. Quis saber quantos funcionários públicos havia, quantos ministros tinha o imperador e até quantas concubinas.

No fim, o que aprendeu sobre o exercício do poder? "O poder, isolado do povo, não é boa coisa. Ainda por cima fechado e com 55 mulheres. O imperador tinha dificuldade em resistir", respondeu Cavaco Silva. "Nos dias hoje e bem o poder está no meio do povo, o poder serve o povo", continuou o Presidente, que acrescentou ainda: "Hoje felizmente as coisas são diferentes e por isso já não temos imperadores."

Quanto ao povo que, mesmo nas democracias, se queixa de um exercício distante do poder, o chefe de Estado português responde com um convite para que visite a Cidade Proibida.

A visita guiada à principal atracção turística de Pequim, na manhã desta quinta-feira, foi o primeiro ponto da visita do Presidente da República à capital chinesa. Esta tarde, Cavaco Silva encontra-se com o Presidente chinês, Xi Jinping.