Inflação alimentar

Cabaz de alimentos da Renascença atinge valor mais alto num ano e ultrapassa os 200 euros

10 abr, 2024 - 11:09 • Salomé Esteves

Pela primeira vez desde a entrada em vigor do IVA zero, o cabaz de alimentos da Renascença atingiu os 202 euros. O azeite, a curgete e o café foram os únicos três produtos a encarecer significativamente

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O cabaz de 60 alimentos monitorizados pela Renascença atingiu o valor mais alto deste ano e regressou aos valores de meados de abril de 2023 e custa, esta semana, cerca de 202 euros.

A 14 de abril de 2023, na semana anterior à entrada em vigor da medida do IVA zero, que retirou este imposto a 46 tipos de produtos alimentares, o mesmo cabaz custou 205,12 euros.

Esta é a segunda vez que o mesmo cabaz atinge a barreira dos 200 euros. A 13 de março, exatamente há um mês, os mesmos 60 produtos custavam 200,78 euros.

A última vez que o cabaz esteve abaixo da barreira dos 190 euros foi a 3 de janeiro, véspera do final da medida, que tinha sido prolongada pelo Governo, primeiro até ao final de 2023 e, depois, até 4 de janeiro de 2024. Desde então, este conjunto de produtos alimentares tem sempre tido um preço superior a 190 euros.

Apesar de o preço geral do cabaz ter aumentado, apenas três dos 60 produtos encareceram um euro ou mais: o azeite, o café solúvel e a curgete verde. As bolachas Maria, o alho seco e o óleo de cozinha também aumentaram, mas todos menos de 15 cêntimos.

Desde a semana passada, o produto que mais aumentou foi o azeite, cuja subida de preço tem sido reportada ao longo do último ano. A 5 de abril, uma garrafa de 0,75 cl de azeite de uma marca nacional custava 7,99 euros. Esta quarta-feira, a mesma garrafa custa 12,99 euros, o mesmo valor registado a 13 de março.

Todos os restantes produtos mantiveram o preço ou estão, esta semana, mais baratos do que no início do mês. O carapau médio está um euro mais barato do que na semana anterior, com um quilo a custar 3,99 euros. Também a esparguete está mais em conta, descendo dos 1,68 euros para os 94 cêntimos.

Os 60 produtos são monitorizados semanalmente pela Renacença, sempre à quarta-feira, desde 12 de abril de 2023, quando o cabaz passou a incluir os alimentos abrangidos pelo IVA zero. Mas a análise, inicialmente baseada num cabaz de 43 produtos, decorre desde novembro de 2022.

A 12 de abril de 2023, cinco dias antes da entrada em vigor do IVA zero, o cabaz da Renascença atingiu o valor mais caro de sempre, cerca de 222 euros, e esse valor ainda está longe de regressar. Nessa semana, a dourada, que hoje custa 29,99 euros, custava 34,99 euros. Também os medalhões de pescada estavam muito mais caros do que esta semana. Há um ano custavam 17,99 euros e esta quarta-feira, 11,99 euros.

Por outro lado, o valor mais baixo do cabaz verificou-se a 14 de junho, dois meses depois da entrada em vigor do IVA zero, quando o mesmo conjunto de 60 produtos custou pouco mais de 169 euros.

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