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Assembleia da República

Parlamento inicia trabalhos com 134 deputados "estreantes"

26 mar, 2024 - 07:00 • Salomé Esteves

Na primeira sessão plenária do novo Parlamento, há 96 deputados que mantêm o lugar e, destes, 54 são do PS. Na eleição em que a direita mais cresceu, perderam-se mulheres pela segunda legislatura consecutiva.

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A primeira sessão plenária depois das legislativas deste ano acontece esta terça-feira e há 134 deputados “estreantes” no Parlamento. Com o regresso do CDS, são nove os partidos com assento parlamentar nesta legislatura.

De todos os 230 deputados eleitos nestas legislativas, 96 mantêm-se. Mas nem todos os novos rostos são totalmente desconhecidos. Entre deputados que trocaram de partido, principalmente do PSD para o Chega, e aqueles que regressam ao Parlamento depois de uma breve ou longa ausência, como António Filipe (PCP) ou Francisco Assis (PS), a Assembleia tem uma configuração diferente do que em 2022.

Depois da contagem dos votos do círculo do estrangeiro e de publicados os resultados em Diário da República, são conhecidos os 230 parlamentares que esta terça-feira dão início aos seus trabalhos na Assembleia.

Com os votos da emigração, só o socialista Paulo Pisco foi eleito novamente, pelo círculo da Europa. Os restantes três deputados, um eleito pela AD e dois pelo Chega, vão sentar-se pela primeira vez nas suas bancadas.

Com a eleição de quatro homens, os votos da Europa e de Fora da Europa não vieram alterar a proporção de deputados e deputadas que se previa com os resultados do território nacional de 10 de março.

A partir desta terça-feira, sentam-se no Parlamento 77 mulheres eleitas como deputadas, o que corresponde a 33,4% do total dos assentos. Nas legislativas de 2022, foram eleitas 85 deputadas, que representavam 37% do total. É a segunda eleição consecutiva em que a Assembleia da República perde representação feminina.

Apesar de ter sido o partido com a maior queda no número de mandatos, o Partido Socialista é o que mais nomes mantém. Dos 79 deputados eleitos, 54 mantêm o assento, mesmo tendo trocado de lugar na lista ou mesmo de círculo eleitoral.

Na Aliança Democrática que, nesta terça-feira, se separa no Parlamento entre PSD e CDS, permanecem 18 dos 79 deputados eleitos. O crescimento desde 2022 foi residual, mas a renovação é significativa.

Nos restantes partidos, mesmo os que cresceram exponencialmente, como o Chega e o Livre, há uma tendência de manter os deputados eleitos em 2022. No PAN, especialmente, a figura é exatamente igual, porque Inês Sousa Real se mantém a única deputada eleita.

Na Iniciativa Liberal, contudo, há duas saídas sonantes: Carla Castro, que não chegou a ser candidata, e João Cotrim de Figueiredo que não foi eleito pelo círculo eleitoral da Europa. No Bloco de Esquerda, assinala-se a saída de Pedro Filipe Soares, antigo líder parlamentar do BE, que dá o lugar a Fabian Figueiredo.

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