Inflação

Antes de acabar, cabaz do IVA Zero atinge valor mais alto desde início de 2023

04 jan, 2024 - 17:06 • João Pedro Quesado

O preço aumentou quase 10 euros em um ano, e menos de cinco euros desde o início da medida. Sem surpresas, o produto com maior aumento foi o azeite.

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O cabaz de bens essenciais com IVA Zero atingiu o valor mais alto desde o início de 2023. A medida termina esta quinta-feira, depois de já ter sido prolongada por duas vezes.

O valor do cabaz de 41 produtos, monitorizado pela DECO, é agora de 143,28 euros. Comparado com o valor da mesma altura em 2023, o aumento é de quase de 10 euros. No dia em que o IVA Zero entrou em vigor, o valor do cabaz era de 138,77 euros.

A subida do valor do cabaz, em comparação com o início do IVA Zero, corresponde a aumentos na mercearia, na fruta e legumes, e no peixe. No total, a diferença para a véspera da entrada em vigor da medida é de 4,51 euros.

O produto com o maior aumento no preço é o azeite virgem extra que, no espaço de um ano, quase duplicou de preço. Se, em 2023, um litro deste azeite custava cerca de 6 euros, agora custa pouco mais de 11 euros.

A pescada fresca foi o segundo produto com o maior aumento, tanto desde o início de 2023 – um aumento de 3,7 euros - como desde o início da aplicação do IVA Zero – um aumento de 4,3 euros. O preço é agora de 11,91 euros por quilo.

Considerando apenas o período de aplicação do IVA Zero, o terceiro produto com maior aumento no preço é os brócolos (42%), seguido da laranja (31%) e da couve-flor (30%).

Também na lista dos dez produtos com maior aumento estão a alface frisada (27%), a maçã golden (11%), a massa esparguete (8%), a massa espiral (7%) e a curgete (7%).

Já o cabaz essencial, onde a DECO avalia os preços de 63 produtos, teve um aumento de 7,58% no espaço de um ano. O custo global passou de 219,4 euros para 236 euros, tendo chegado a custar 211,24 euros em meados de agosto de 2023.

O IVA Zero termina esta quinta-feira. Implementado em abril, foi prolongado em setembro até ao fim de 2023, e acabou alargado até 4 de janeiro para permitir a adaptação das empresas de distribuição.

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  • João Silva
    04 jan, 2024 Pedroso 19:12
    É tudo aproveitar-se. Temos que fazer as distribuidoras pagarem. Eu tenho acompanhado a manteiga em todos os hipermercados, que vergonha.

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