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​Novo Mazda CX-60 chega a Portugal no meio de uma “luta de classes”

09 set, 2022 - 21:35 • José Carlos Silva

Nova coqueluche da marca japonesa penalizada pelo rótulo Classe 2 na hora de pagar portagens. Quantas unidades vai vender? “50? 100? 500? Não sabemos”, diz o representante da marca em Portugal.

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Não é habitual. Na apresentação europeia do novo modelo CX-60 2.5 PHEV, realizada na Alemanha, o representante da Mazda em Portugal recusou perante uma plateia de jornalistas nacionais apresentar uma estimativa de vendas. Luís Morais sabe que o mercado dos SUVs continua a crescer no mercado automóvel, cujas vendas estão em queda. Mas nem assim se atreveu a fazer uma previsão.

E a razão – que não é nova para a Mazda, que já teve de “transformar” modelos para se adaptarem ao mercado português – volta a ter de ver com a taxação por classes nas portagens.

O Mazda CX-60, que a Renascença foi testar em Leverkusen, na Alemanha, é um Plug-in com capacidade 4x4.

A legislação favorece veículos “plug-in”, tal como os restantes elétricos, porque são amigos do ambiente, mas como o CX-60 tem tração às quatro rodas é penalizado e recebe o rótulo Classe 2 em matéria de portagens.

A atual legislação remete para o artigo 71/2018 de 5 de setembro, que estabelece que “a exigência da não apresentação de tração às quatro rodas permanente ou inserível aplica-se à tração mecânica, não sendo considerados para tal efeito os eixos que apresentem tração elétrica”.

E é justamente aqui que este modelo, como outros à venda no mercado português, acaba por ser penalizado, porque não sendo Classe 1 - nem através da Via Verde - poderá limitar as vendas. O cliente poderá recuar na compra perante o pagamento de portagens de Classe 2, que é superior ao pagamento de passagens em Classe 1.

Esta é uma matéria que poderá dar pano para mangas, muito em breve.

Quanto vale o mercado SUV e TT em Portugal

O CX-60 apresenta-se como a nova grande aposta da Mazda na Europa. É uma espécie de coqueluche da marca nipónica, que sabe o que vale o mercado SUV em Portugal.

Os números mais recentes apontam para um crescimento face ao ano anterior de 44% na faixa dos SUVs e TT. Isto enquanto o mercado total de vendas automóveis está abaixo da linha de água, a vender menos 4,4% de viaturas.

Importante é também outro fator. Os veículos elétricos e híbridos representam 77% das vendas em Portugal.

Os atributos do novo Mazda CX-60 2.5 PHEV

Sólido pode ser a palavra certa para definir este modelo. Para já à venda apenas na versão a gasolina Plug-in, com uma bateria de 17.8 Kwh e uma autonomia elétrica de 63 quilómetros. O motor a combustão tem 2.5 de capacidade e é movido por seis cilindros, que debitam uma potência combinada de 327 cavalos. Limitado a 200 km/h.

No nosso breve teste de 100 quilómetros por Leverkusen, deparámo-nos com um veículo sólido, espaçoso, mesmo nos bancos traseiros, apesar do assento ser algo curto para aumentar as cotas de habitabilidade.

Bem construído, a versão Homura, que é a mais cara, apresenta-nos um veículo bem dotado de extras, a par do ambiente “clean”.

Posição de condução correta, como coluna de direção ajustável eletricamente. Vários modos de condução, entre eles o desportivo.

O CX-60 não se afigurou como um carro de prestações incríveis neste curto teste, apesar de oficialmente ter uma capacidade de aceleração do zero aos 100 km/h de apenas 5,8 segundos.

A bagageira é generosa, com capacidade de 570 litros.

O Mazda CX-60 2.5 PHEV terá como rivais diretos o Volvo XC60 ou o BMW X3.

Para já, apresenta-se com preços entre os 52.289 euros e os 65.439 euros.

Para o ano que vem, terá uma versão diesel equipada com um motor 3.0 e 200 cavalos, e deverá custar à roda de 61 mil euros.

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