Preço dos alimentos

Três meses de IVA Zero. Cabaz de alimentos desceu mais de 40% e não voltou a subir

18 jul, 2023 - 12:43 • Salomé Esteves

Um cabaz de alimentos custa menos 44% desde a semana anterior à entrada em vigor do IVA zero. Dos produtos abrangidos pela medida, os brócolos, a pescada e o bacalhau ficaram mais caros. A maior queda é dos ovos.

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O cabaz com IVA Zero faz esta terça-feira três meses, após ter entrado em vigor a 18 de abril. Nos primeiros meses de 2023, a tendência no preço dos alimentos era de subidas e descidas constantes, mas após a aplicação da medida que retirou o IVA a 46 tipos de produtos, os preços estabilizaram.

Três meses depois da aplicação da medida, o custo total do cabaz da Renascença caiu 44%. Um conjunto de 60 alimentos que, a 17 de abril, custava cerca de 325 euros, hoje custa pouco mais de 180.

O preço mais baixo deste cabaz desde aplicação da medida registou-se a 19 de abril, no dia a seguir à entrada em vigor do IVA Zero. Nessa semana, os 60 produtos em causa tiveram o custo total de 151,27 euros. O cabaz aumentou 20% desde então, mas o preço manteve-se sempre regular, rondando os 170 a 180 euros.

Dos 60 produtos no cabaz da Renascença, 39 registaram uma queda de preço desde 17 de abril, véspera da aplicação da medida. A maior descida de preço foi nos ovos, cujo custo caiu de 3,75 euros para 1,75 euros, o que corresponde a uma quebra de 54%.

Dos produtos abrangidos pela medida, registou-se um aumento significativo nos brócolos. Esta subida também foi verificada pelos dados da DECO Proteste, que identifica este legume como o preço que mais subiu nestes três meses. Desde meados de abril, um quilo de brócolos custa mais 25%, ou 50 cêntimos, fixando-se nos 2,49 euros.

Desta lista, também os medalhões de pescada, as postas de bacalhau, o nabo e a couve portuguesa aumentaram de preço durante este período.

Contudo, os diferentes tipos de peixe estabilizaram de preço nos últimos três meses, o que não tinha acontecido nos primeiros meses deste ano. As postas de bacalhau encareceram na última semana, depois de custarem regularmente cerca de cinco euros entre meados de maio e o início de julho.

A 18 de abril, o Governo colocou 46 tipos de produtos com IVA a 0%. Desde então, a Renascença quis avaliar se esses produtos ficaram mais baratos e o que acontecia ao preço dos outros produtos que não estavam nessa lista.

A análise foi feita todas as quartas-feiras desde a entrada em vigor da medida, com base num cabaz de 60 alimentos composto pela Renascença, com alguns abrangidos por esta medida e outros não, para avaliar como o preço dos alimentos se comportava.

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  • Aurélio Rodrigues
    20 jul, 2023 Viana do Castelo 09:44
    Não sei qual a fonte da informação da Renascença, mas está muito disparatada em alguns dos produtos... Desfoca profundamente da realidade que conheço, tanto no sentido deficitário como no inverso, pelo que gostava de ser esclarecido sobre a fonte usada (superfície comercial). Obrigado, A. Rodrigues

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