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Empresas criticam OE2022

"Governo mantém um défice de apoio às empresas", alertam as micro e as PME

19 out, 2021 - 21:43 • João Malheiro

A CPPME diz que as medidas do Orçamento não servem de resposta para as necessidades das empresas. À Renascença, Jorge Pisco diz ter 13 reivindicações que quer ver representadas na proposta do Governo.

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A Confederação Portuguesa das Micros, Pequenas e Médias Empresas (CCPME) critica o Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) por "não responder aos problemas" das empresas e queixa-se do Governo manter "um défice de apoio às empresas", desde o início da pandemia.

À Renascença, Jorge Pisco, presidente da CPPME, admite que "esperava mais" da proposta do Governo.

"Depois de Portugal ter sido um dos Estados europeus que menos apoiou as empresas, era natural que o Governo corrigisse esse défice no OE. Ora, isso não aconteceu. Mantém um défice orçamental de apoio às empresas", afirma.

"É necessário que o Governo apresente medidas para que as empresas possam sair de uma situação económica grave que já se prolonga há 19 meses", acrescenta.

E as medidas já apresentadas "não servem de resposta" às necessidades das empresas, considera o presidente da CPPME.

"A prorrogação da linha de apoio à tesouraria apenas alarga o período de vigência, mas nem corrigiu sequer os seus obstáculos ao acesso e uso pelas empresas", começa por criticar, Jorge Pisco, à Renascença.

Já o fim do pagamento especial por conta é, de acordo com a CPPME, "mera propaganda" do Executivo, pois este já tinha terminado, em 2020.

O presidente da Confederação indica que, há uma semana, reuniu-se com responsáveis do Governo e que, esta semana, está em diálogo com os partidos com representação parlamentar.

"Temos quatro grandes grupos com, no total, 13 medidas que gostávamos de ver representadas no OE", adianta.

A CPPME considera fundamental "a continuação dos apoios à retoma das empresas e de um fundo de tesouraria sobre forma não reembolsada ajustadas às micro e pequenas empresas, vítimas da pandemia".

"Queremos também uma reforma fiscal que tenha redução de impostos indiretos, redução integral do IVA, redução das taxas de tributação autónoma do IRC, entre outros", explica Jorge Pisco.

O presidente da CPPME pretende ainda que haja legislação para acessos aos fundos comunitários e, também, "programas específicos no âmbito do Portugal 20-30".

Por fim, Jorge Pisco quer a "simplificação da vida das empresas".

"A criação de um gabinete de apoio direito das micros, pequenas, e médias empresas e a criação de um portal com todas as medidas planeadas", apela, à Renascença.

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