"Capela Mundi". Nova exposição evoca os 100 anos da Capelinha das Aparições

01 dez, 2018 - 09:06 • Teresa Paula Costa

A mostra apresenta peças de valor histórico e artístico, não só do espólio do Museu do Santuário, como de outras instituições, museus e arquivos da Igreja Católica, bibliotecas ou palácios do Estado português.
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Capela Mundi é o nome da exposição que o Santuário de Fátima inaugura este sábado, pelas 14h30, no Convivium de Santo Agostinho, no piso inferior da Basílica da Santíssima Trindade.

Trata-se de uma exposição que evoca os 100 anos da Capelinha das Aparições, que se completam em 2019, e que, segundo o Comissário, “vai mostrar vários ângulos dessa Capelinha ao longo de nove núcleos.” Marco Daniel Duarte especifica que “a expressão Capela Mundi faz logo acontecer uma projeção sobre aquilo que se pretende com esta exposição, mostrar que, embora seja uma capela de pequenas dimensões, com perímetro muito reduzido, ela tem uma presença simbólica na atualidade de tal maneira forte que é um ponto de atração gravitacional para quem vem a Fátima".

A Capelinha das Aparições é considerada o coração do Santuário de Fátima, por ter sido construída a partir de um desejo que os pastorinhos garantiram ter sido transmitido por Nossa Senhora, e é em seu redor que têm lugar as mais visíveis manifestações de fé dos peregrinos.

A mostra apresenta peças de valor histórico e artístico, não só do espólio do Museu do Santuário, como de outras instituições, como museus, bibliotecas, palácios do Estado português e museus e arquivos da Igreja Católica, assim como de diferentes organismos eclesiais, como paróquias, congregações religiosas, confrarias e dioceses de Portugal e de Espanha.

Algumas, segundo Marco Daniel Duarte, nunca forma expostas, como objetos “que estiveram dentro do perímetro da Capelinha das Aparições, e que já há várias décadas não podem ser vistos, porque foram retirados e também porque o espaço da Capelinha deixou de ser acessível ao comum dos peregrinos.” Para o Comissário da exposição, “alguns desses objetos têm apenas valia antropológica enquanto alguns outros têm valia artística e material".

A abrir a exposição encontra-se um barco que “nos remete para um tópico que vai estar presente ao longo de toda a exposição, que é a questão de uma Capela que vai estar a ser vista como um farol em alto-mar nas horas inquietas". Para Marco Daniel Duarte, “é assim que a Igreja Católica vê a presença de Maria na humanidade, como intercessora".

Entre as peças, contam-se uma maqueta à escala natural da Capela das Aparições – onde os visitantes poderão entrar –, o terço utilizado pelos pescadores das Caxinas (Vila do Conde) aquando do naufrágio, uma relíquia da azinheira das aparições, a coroa do trono do retábulo da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, um fragmento da porta da Capelinha das aparições após a dinamitação de 6 de março de 1922, as rosas de ouro oferecidas pelos Papas Paulo VI, Bento XVI e Francisco, e várias placas com mensagens de agradecimento dos peregrinos por graças concedidas pela virgem Maria.

Esta sétima exposição temporária desenvolvida pelo Museu do Santuário conta com a conceção arquitetónica de Joana Delgado e o design de Inês do Carmo, e estará patente ao público até 15 de outubro de 2019, diariamente entre as 9h00 e as 18h00.

Depois da sua inauguração, a partir do dia 2 de janeiro de 2019, o Museu do Santuário de Fátima efetuará visitas guiadas, aos sábados, às 11h30 e às 15h30. Entre maio e outubro, na primeira quarta feira de cada mês, serão realizadas visitas temáticas, com um orador convidado.

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