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Sérgio "ataca" todos no Porto, ele próprio incluído. "Não basta contrato, é preciso sentir"

08 dez, 2023 - 12:54 • Redação

"Estou a atacar-me a mim", declara o treinador, que explica o que é um jogador "à FC Porto", após a derrota com o Estoril. A receção ao Casa Pia é "mais uma batalha" para vencer.

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Sérgio Conceição quer que todos no FC Porto, incluindo ele próprio e os jogadores, dêem mais: "Não basta ter contrato, é preciso sentir."

Em conferência de imprensa, esta sexta-feira, o treinador portista explica que os treinos bidiários desde a derrota com Estoril, para a Taça da Liga, foram utilizados para "perceber o que a equipa está a fazer e não está a fazer e depois perceber que o espírito competitivo que tem de estar sempre presente".

"Começo por mim. 'Já está a atacar os jogadores'... Estou a atacar-me a mim. Porque ter contrato com o FC Porto não basta, é preciso sentir o clube. Ter contrato com o clube não basta, é preciso jogar à Porto. E o que é jogar à Porto? É essa mentalidade competitiva. E o que é ter mentalidade competitiva? É uma ambição muito grande, sempre focados nas tarefas individuais ao serviço do coletivo. Isto é ser jogador à Porto. E para todos os outros que compõem os diferentes departamentos, incluindo a equipa técnica e o treinador em primeiro lugar, não basta ter contrato é, preciso sentir o clube", vinca.

As questões sobre os treinos bidiários após o jogo com o Estoril repetem-se e Sérgio Conceição mostra-se agastado: "Castigo, sessão bidiária, é tudo muito básico. Amanhã [sábado] é o jogo 500 que faço na I Liga, estou um bocadinho farto."

"O que é feito dentro dos microciclos tem a ver com os jogos. Jogámos na Amoreira na quarta-feira, chegámos ao Dragão na quinta-feira, hoje é sexta e amanhã jogamos. Pouco tempo de trabalho, pouco tempo para dissecar o que foi feito com o Estoril. Todos os minutos e todas as horas são importantes. Treino bidiário é o que acho que é melhor para dissecarmos o último jogo e prepararmos o jogo com o Casa Pia", explica.

João Mário de fora, Varela fez "TIC"


Fechado o capítulo Estoril - até ao próximo encontro, para a Taça de Portugal, que Sérgio Conceição pretende "ganhar de forma confortável" -, o FC Porto defronta o Casa Pia, em casa, na 13.ª jornada da I Liga.

João Mário está de fora, confirma o treinador, ao passo que Alan Varela já fez, esta sexta-feira, treino integrado condicionado.

"Chamado TIC no relatório médico, que é muito moderno", comenta Sérgio Conceição, que espera um Casa Pia "dentro do que tem sido esta época".

"Uma equipa com poucos golos sofridos, que no seu processo defensivo sabe o que faz. Monta um sistema de cinco defesas, setor intermédio composto por quatro, com alas a baixarem na linha do duplo pivô e um avançado poderoso na frente, muito na linha do que tinha com o antigo treinador. Equipa vertical, incisiva, que utiliza o ataque à profundidade. Um jogo difícil, cabe-nos encontrar estrada para ganhar", refere.

FC Porto mais forte longe do Dragão


Em cinco jogos no Dragão para o campeonato, o FC Porto ganhou apenas três, esta época. Por outro lado, venceu seis dos sete encontros que disputou fora de portas. Questionado sobre a razão para a sua equipa apresentar melhores resultados longe de casa, Sérgio remete para a juventude e inexperiência do plantel:

"Vejam quem veio para aqui adicionar o seu talento e qualidade. São jogadores jovens e de clubes que não têm o peso e a dimensão do FC Porto. Jogar perante o seu público, numa fase inicial, em que a equipa está numa evolução normal e os jogadores a terem de evoluir a ganhar não é fácil. O Dragão tem o seu peso e, se calhar, é mais confortável jogar fora, é normal e natural. Não estou a dizer que os adeptos não devem assobiar quando jogamos mal. O futebol é isto, os adeptos deste clube querem sempre ganhar. Agora, incutir isso em jogadores jovens, por vezes, não é fácil e, por vezes, pode notar-se aqui e acolá."

Sérgio também assinala que "meter um jogador numa equipa com processos bem oleados é diferente de meter três ou quatro e pedir aos jogadores com menos minutos que façam o que os outros fazem".

"Pode levar a deslizes. Mas temos de saber trabalhar isso, temos de assumir, como eu assumi, e não é este ou aquele, sou eu como líder da equipa. Cada vez mais é difícil ganhar de forma clara na nossa liga. No meu primeiro ano tivemos várias goleadas. Hoje em dia é difícil. Cada vez mais as equipas vão perder pontos. É importante encontrar essa consistência ou tropeçar o menos possível, para ficarmos todos contentes em maio", diz.

A receção ao Casa Pia é "mais uma batalha para ganhar" e Sérgio Conceição sublinha que "dar tudo não chega e ir ao limite é o mínimo".

O encontro está marcado para as 20h30 de sábado, no Dragão, e terá relato em direto e acompanhamento ao minuto na Renascença.

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