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Carlos Amado da Silva

"Râguebi precisa de espaço próprio e de profissionalização"

09 out, 2023 - 12:45

Depois da vitória de Portugal frente às Ilhas Fiji, o presidente da federação traça os objetivos da modalidade para que râguebi nacional possa competir nas maiores provas internacionais.

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O râguebi nacional precisa de um local de treino e de jogadores profissionais para poder continuar a crescer.

Depois da vitória histórica de Portugal frente às Ilhas Fiji, a primeira de sempre num Campeonato do Mundo, o presidente da Federação Portuguesa de Râguebi, Carlos Amado da Silva, descreve as necessidades para que a modalidade possa competir ao mais alto nível nas provas mundiais.

"Nós temos que ter um espaço nosso, que não temos, onde possamos trabalhar. Se tivermos as condições materiais indispensáveis, nós temos qualidade. Temos uma equipa que é semi-profissional, metade dos jogadores em França, que são profissionais, e agora vão continuaram ao alto nível. Os outros vão para Lisboa: são médicos, são engenheiros, são economistas, ou que seja, têm várias profissões, mas não são profissionais do râguebi", diz, antes de prosseguir.

" É evidente que vão descer de nível competitivo, portanto, o que é preciso fazer é tornar a equipa dos Lusitanos, que são os jogadores que jogam em Portugal, uma equipa profissional. Vai ter que ser para competir na Super Cup, na Europa, na América do Sul e na África do Sul", considera.

Importante é também manter as condições que a seleção teve na preparação do Mundial de França: "Se conseguimos ter as condições de trabalho, como tivemos nos três meses antes do Mundial, nós podemos fazer muitas coisas. O râguebi deu um salto enorme."

O balanço da segunda presença portuguesa num Mundial é muito postivo, segundo Carlos Amado da Silva.

"Não há nenhum dos meus colegas de outras federações que não esteja encantado com o nosso tipo jogo e com o progresso que fizemos. Está reconhecido, portanto, estou muito feliz, estamos todos, mas isso é um trabalho dos dirigentes e dos clubes. Mas também quero ressalvar o apoio que finalmente o Governo e o Presidente da República nos deram. Os principais governantes estiveram a apoiar a seleção e sentimos que finalmente a bola que não é redonda também é reconhecida. Isso é sempre bom para nós", afirma.

Portugal despediu-se do torneio mas, ao bater as Fiji, fez história, para orgulho do presidente da federação.

"Saio do Mundial com uma noção, não de um dever, mas sim de um sonho cumprido. Tenho uma sensação de felicidade e de orgulho. Orgulho tive sempre até ontem, com a vitória fiquei com orgulho e gozo. Nós conseguimos fazer uma seleção muito boa, com excelentes condições, como uma excelente equipa técnica, com jogadores competentes, sérios e trabalhadores. E está aí o resultado que conseguimos com trabalho. Como se vê, consegue-se", conclui.

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