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Seleção de râguebi quer “fazer mais que em 2007 e ficar na história”

15 set, 2023 - 12:35 • Pedro Castro Alves

Carlos Amado da Silva, presidente da Federação, antecipa dificuldades na segunda participação portuguesa de sempre em Campeonatos do Mundo. “Forte apoio dos portugueses” em França pode “minorar” a desvantagem.

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O presidente da Federação Portuguesa de Rugby, Carlos Amado da Silva, quer que a geração da seleção portuguesa de râguebi que se estreia no sábado no Campeonato do Mundo fique “na história”.

É apenas a segunda participação de sempre dos lobos na prova. Em 2007, Portugal somou quatro derrotas nos quatro jogos disputados na fase de grupos, mas agora a preparação foi “muito mais intensa”, a equipa tem mais profissionais e “as condições de trabalho foram ao nível do que nunca tivemos”.

Apesar das condições mais favoráveis, a seleção nacional, 16.ª do "ranking" mundial, ficou inserida “num grupo muitíssimo difícil”. Austrália, País de Gales e Fiji são sétimo, oitavo e nono do "ranking", respetivamente, a Geórgia é 13.ª.

“Estamos preparados para fazer belíssimos jogos, mas se queremos ficar na história temos de fazer mais alguma coisa, senão seremos apenas a segunda seleção nacional que esteve num mundial, temos de fazer mais do que isso. Pensar em ganhar é uma obrigação, ganhar é outra coisa”, diz Amado da Silva, em entrevista a Bola Branca.

A novidade de um estádio a abarrotar


A pressão de jogar no palco do Mundial é um fator que preocupa o presidente da Federação. Portugal é “a única equipa que não é profissional” e a maior parte dos atletas “não tem experiência nenhuma” neste tipo de provas.

“Em estádios com 60, 70 ou 80 mil pessoas, a experiência pesa bastante e tenho algum receio da reação. Mas julgo que estão preparados e espera que isto possa ser minorado com um forte apoio dos portugueses”, explica.

Nesta entrevista à Renascença, Carlos Amado da Silva deixa ainda uma mensagem: “Temos de ter mais apoios, públicos e privados, porque sem isso vamos andar para trás.”

Às portas do Campeonato do Mundo da modalidade, o presidente da Federação explica que Portugal precisa de “ter uma equipa profissional” e um “estádio próprio”, sendo necessárias melhorias ao campo de râguebi do Jamor, casa da seleção.

Portugal está inserido no grupo C, com Austrália, País de Gales, Fiji e Geórgia. O jogo de estreia dos lobos é frente a Gales, às 16h45 de sábado, em Toulouse.

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