Emissão Renascença | Ouvir Online
A+ / A-

Dez ciclistas da W52-FC Porto constituídos arguidos

27 abr, 2022 - 12:15 • Lusa

Nuno Ribeiro e José Rodrigues, diretor desportivo e massagista da W52-FC Porto, foram interrogados no âmbito do processo "Operação Limpa" e libertados sob medidas de coação.

A+ / A-

Dez ciclistas da equipa W52-FC Porto foram constituídos arguidos no âmbito do processo "Prova Limpa", no qual foi detido o diretor desportivo Nuno Ribeiro, e que investiga o uso de substâncias ilícitas, disse à agência Lusa fonte judicial, esta quarta-feira.

Segundo a mesma fonte, todos os 10 ciclistas que estavam, na altura das buscas, hospedados num hotel em Trancoso, no distrito da Guarda, no domingo, para participar no Grande Prémio "O Jogo" foram constituídos arguidos.

Os 10 corredores foram submetidos nesse dia a controlos antidoping, sem que os resultados ainda sejam conhecidos, acrescentou a mesma fonte.

Depois de detido e presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, Nuno Ribeiro ficou com as medidas de coação de proibição do exercício de funções como diretor desportivo, sujeito a apresentações semanais às autoridades policiais e impedido de contactar outros arguidos no processo.

Também José Rodrigues, diretor desportivo da equipa sub-23 Fortunna-Maia e adjunto de Nuno Ribeiro na formação ‘azul e branca’, também detido pela Polícia Judiciária (PJ), ficou sujeito às mesmas medidas de coação.

A investigação está a cargo do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, indicou a mesma fonte judicial à Lusa, sublinhando que o processo teve origem numa denúncia de um inspetor-chefe da PJ, elemento da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP).

O antigo ciclista Nuno Ribeiro, vencedor da Volta a Portugal em 2003 e desapossado do triunfo de 2009 por doping, e José Rodrigues, foram detidos, no domingo, no âmbito da operação da PJ designada ‘Prova Limpa’, para a deteção de métodos proibidos e substâncias ilícitas em provas de ciclismo.

Após as diligências, a PJ informou, em comunicado, que “foram efetuadas duas detenções e realizadas várias dezenas de buscas domiciliárias e não domiciliárias em diversas regiões do território nacional, visando dirigentes, atletas e instalações de uma das equipas em competição”, tendo sido “apreendidas diversas substâncias e instrumentos clínicos, usados no treino dos atletas e com impacto no seu rendimento desportivo”.

Nesse mesmo dia, a W52-FC Porto falhou a partida para a terceira etapa do Grande Prémio "O Jogo".

“A operação policial, envolvendo um total de cerca de 120 elementos provenientes da Diretoria do Norte e ainda das Diretorias do Centro e do Sul, da Unidade Nacional de Combate à Corrupção e dos Departamentos de Investigação Criminal de Braga, Guarda e Vila Real e Guarda, contou ainda com a colaboração da ADoP”, detalhou a PJ.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • EU
    27 abr, 2022 PORTUGAL 13:52
    E o FCPORTO não diz nada? Acho que já devia ter vindo à estrada dizer de sua JUSTIÇA. Penso EU, não sei.
  • Joaquim Correto
    27 abr, 2022 Paços 13:24
    A maneira como ficou demonstrado a inoperância da ADoP, uma vez que foi preciso haver uma denuncia anónima e ser a PJ a levar isto para a frente, tem que ser uma abre olhos porque aposto que no futebol se passa a mesma coisa! A ADoP deve estar adormecida compulsivamente ou então está corrompida, o que não me admirava nada!

Destaques V+