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Miguel Pinto Lisboa: "Cartão do adepto está mal desenhado e tem malefícios para o futebol"

02 set, 2021 - 23:29 • Lusa

A criação do cartão do adepto decorreu de recentes alterações ao regime jurídico da segurança e combate ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos eventos desportivos.

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O presidente do Vitória de Guimarães criticou a impreparação do Governo sobre os problemas do futebol, admitindo que a adoção do cartão do adepto no acesso a recintos desportivos "não é adequada para os resolver".

"A Liga recebeu um ofício dos secretários de Estado da Administração Interna e do Desporto a dizer que há uma dispersão inabitual dos adeptos no estádio, que resulta da pandemia com que estamos confrontados e da escassez do cartão do adepto, com a solução a passar por mais policiamento. Isso é de quem não sabe o que é o futebol, não está preparado para lidar com ele e desconsidera o adepto", vincou Miguel Pinto Lisboa, no final da Cimeira de Pesidentes da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

A criação do cartão do adepto decorreu de recentes alterações ao regime jurídico da segurança e combate ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos eventos desportivos, tendo a respetiva portaria sido publicada em Diário da República em junho de 2020.

"Estamos contra o cartão do adepto. Entendemos que é uma medida que tem o objetivo de corrigir uma situação, mas está mal desenhado e tem malefícios para o futebol. Foi um tema que trouxemos à cimeira, não foi muito discutido, mas é transversal a todos os clubes. É importante a Liga ter uma resposta firme perante o ofício que recebeu", notou.

Válido por três anos e em vigor a partir desta época, o cartão pode ser requisitado por qualquer pessoa acima dos 16 anos e concede acesso em competições profissionais ou consideradas de risco elevado a zonas geralmente associadas à presença de claques e destinadas à utilização de bandeiras, tarjas, instrumentos sonoros e outros acessórios.

"Temos de acabar com a generalização das interdições dos estádios, que prejudicam não só os clubes, mas o próprio fenómeno. Se queremos ter uma centralização de direitos televisivos, é para tirar mais valor. A proibição de as famílias irem ao espetáculo não contribui para a valorização da nossa indústria", reiterou Miguel Pinto Lisboa.

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