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Rubiales impedido de se aproximar de Jenni Hermoso

15 set, 2023 - 18:58

Ao comparecer em tribunal pela primeira vez, Rubiales negou ter agredido sexualmente Jenni Hermoso, enquanto o advogado de Hermoso defendeu que se tratou de um "beijo não consensual".

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O Ministério Público espanhol apresentou as medidas coação, que ditam que o o ex-presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF) não contacte Jenni Hermoso e que não fique a menos de 200 metros da jogadora. Além disso, o ex-presidente terá de se apresentar quinzenalmente na esquadra.

Os procuradores pediram a ordem de restrição enquanto o Tribunal Nacional de Madrid analisa a queixa de agressão sexual e coação.
Ao comparecer em tribunal pela primeira vez, Rubiales negou ter agredido sexualmente Jenni Hermoso, enquanto o advogado de Hermoso defendeu que se tratou de um "beijo não consensual".
Foi pedido ao juiz de instrução que o impedisse de se aproximar a menos de 500 metros de Jenni Hermoso ou de comunicar com ela, contudo, a ordem impôs uma restrição de 200 metros, acrescentando que Rubiales não deveria contactar a jogadora durante a investigação.
Um outro pedido de apresentações quinzenais perante o juiz foi rejeitado.

O Ministério Público espanhol anunciou a abertura de um processo judicial contra Luis Rubiales, a 8 de setembro. Em causa está o comportamento do presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) na final do Mundial de futebol feminino, que beijou a jogadora Jenni Hermoso, após a seleção espanhola se ter sagrado campeã.

Depois de ter anunciado a abertura de um processo de investigação preliminar a 28 de agosto, esta sexta-feira, o Ministério Público avançou com um processo judicial, tendo apresentado queixa contra o presidente suspenso.

Segundo explica, o jornal a Marca, o Ministério Público considera que a ação de Rubiales não foi consensual e que, por isso, pode constituir um crime de agressão sexual e coação devido à pressão sofrida por Jenni Hermoso e pela sua comitiva após o episódio, pelo que pede ao Tribunal que abra um processo contra o dirigente.

Na queixa apresentada, o Ministério Público cita a "pressão constante e reiterada" exercida por Luis Rubiales e pelo seu círculo profissional para que Jennifer Hermoso aprovasse o ato cometido contra a sua vontade, destacando que ela sofreu "uma situação de assédio, contra o desenvolvimento da sua vida em paz, tranquilidade e liberdade".

O Ministério Público insta, por conseguinte, o Tribunal a proceder à recolha do depoimento dos dois protagonistas e decidir se abre ou não um processo-crime.

De acordo com o jornal espanhol El País, o caso Rubiales passa assim oficialmente a estar nas mãos da Audiência Nacional (Tribunal Nacional).

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