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Brasil

Jogadores de Pepa e Caixinha entre oito suspeitos de manipulação de resultados

11 mai, 2023 - 15:18 • Redação com AFP

Richard, do Cruzeiro, e Kevin Lomónaco, do Red Bull Bragantino, foram afastados pelas respetivas equipas, assim como outros seis jogadores que atuam no Brasileirão.

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Richard, do Cruzeiro, de Pepa, está sob suspeita. Foto: Fernando Moreno/AGIF/Reuters
Richard, do Cruzeiro, de Pepa, está sob suspeita. Foto: Fernando Moreno/AGIF/Reuters
Tal como Lomónaco, do Bragantino, de Caixinha. Foto: Heuler Andrey/SPP/Sipa USA/Reuters
Tal como Lomónaco, do Bragantino, de Caixinha. Foto: Heuler Andrey/SPP/Sipa USA/Reuters

Oito jogadores do Brasileirão, incluindo um do Cruzeiro, treinado pelo português Pepa, e outro do Bragantino, de Pedro Caixinha, foram afastados pelos seus clubes, por suspeitas de participação num esquema de manipulação de resultados em 2022, no âmbito da "Operação Penalidade Máxima".

Quatro jogadores foram afastados após os seus nomes surgirem em alegadas conversas de apostadores reveladas pela imprensa brasileira. São eles Pedrinho e Bryan García, do Athletico Paranaense, Vitor Mendes, do Fluminense, Richard, do Cruzeiro, e Nino Paraíba, do América Mineiro.

Além disso, o Santos colocou Eduardo Bauermann de parte após o central ter sido indiciado pelo Ministério Público de Goiás, por alegada prática de crime relacionado com fraude em resultados desportivos.

Por fim, o Coritiba afastou Jesús Trindade e Alef Manga, antigo jogador da UD Oliveirense, quando os seus nomes apareceram numa lista de apostadores publicada pelo jornal brasileiro "O Globo".

Há, ainda, o caso de Kevin Lomónaco, do Bragantino, que já está suspenso desde abril, quando o seu nome surgiu nas primeiras investigações, de acordo com a Agência France-Press.

Maurício, do Internacional, que também foi citado na investigação, foi retirado do jogo com o Athletico. Contudo, o clube informa, em nota oficial, que o fez apenas por uma questão de "preservação" do médio.

O Internacional revela que o jogador "apresentou os elementos e provas robustas que demonstram a sua não participação em quaisquer factos irregulares" e manifesta "confiança" na sua inocência.

Se forem considerados culpados por manipulação de resultados, os jogadores em causa podem ser condenados a penas de até seis anos de prisão.

Possível impacto internacional, Brasileirão não pára


O ministro da Justiça brasileiro, Flávio Dino, já alertou que o caso pode ter "repercussões internacionais".

O Brasileiro é que não será afetado, segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que garantiu, em comunicado, que "não há qualquer possibilidade de a competição atual ser suspensa".

O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, defendeu a suspensão preventiva dos atletas "baseada em suspeitas concretas" e admite, até, "bani-los do futebol em casos comprovados".

"Quem comete crimes não deve fazer parte do futebol", declarou.

A "Operação Penalidade Máxima" foi lançada em novembro de 2022 pelo Ministério Público de Goiás, com foco numa "organização criminosa" que, alegadamente, manipula jogos para ganhar somas avultadas em apostas online. Os jogadores recebiam, supostamente, entre dez e 20 mil dólares para verem cartões amarelos ou vermelhos, para cometerem grandes penalidades ou para garantirem determinados resultados.

O Ministério Público já indiciou 16 pessoas, entre jogadores de futebol, intermediários e apostadores, por manipulação de 13 jogos de diferentes divisões e competições, incluindo oito do Brasileirão de 2022.

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