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Messi e o Barcelona. O fim de uma era que fica na história

Messi e o Barcelona. O fim de uma era que fica na história

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06 ago, 2021 - 00:16 • Filipe d'Avillez

Foram várias as ameaças. Como um namoro malfadado, a relação entre Messi e o Barcelona acabou mesmo por chegar ao fim. Ficam os momentos de glória, largamente superiores às zangas.

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Na Argentina, onde nasceu, chegou-se a dizer que jamais seria jogador de futebol. “É anão, demasiado frágil e pequeno”, recorda-se de pensar o seu então treinador no Newell’s Old Boys, Adrián Cória.

De facto, foi diagnosticado com um problema de crescimento e as buscas da família por uma solução terapêutica levaram-na a procurar na Catalunha, onde tinham parentes.

Na altura já tinha sido reconhecida a sua qualidade futebolística.

O mesmo Cória termina a referência acima mencionada dizendo que “rapidamente percebíamos que ele tinha nascido diferente, que era um fenómeno e que ia ser uma sensação”.

E assim foi. Encostado à parede, o dirigente do Barcelona fez-lhe um contrato num guardanapo, por não ter mais papel à mão e o futuro seria escrito com recordes batidos e troféus. Muitos troféus.

Foi aos 13 anos que Messi assinou pelo Barcelona. Passados poucos anos estava na equipa principal e nunca mais ninguém o agarrou.

Bem tentaram. O fisco, especialmente, mas a ligação ao Barcelona foi resistindo a todas as polémicas.

Ganhou 10 ligas, sete taças e outras tantas supertaças. Quatro ligas dos campeões e três supertaças europeias, mais três taças de campeão mundial de clubes.

Idolatrado em Barcelona, quando houve desavenças com a direção e a ameaça de saída, os adeptos saíram à rua a pedir a cabeça do presidente do clube.

Casou em 2017 com uma amiga de infância, também argentina. Tinham já dois filhos na altura, agora têm três. É metade das Bolas de Ouro que venceu durante a carreira até agora.

A rivalidade com Cristiano Ronaldo é uma constante na imprensa, embora tudo indica que desempenha um papel muito menor na vida dos dois futebolistas.

Não havendo razões para pensar que são amigos, nas alturas em que estiveram juntos a relação mostrou-se sempre cordial.

A insistência em compará-los leva muitos adeptos de futebol a questionar porque razão não se pode simplesmente admitir que são os dois fenomenais e que todos somos uns privilegiados por os termos visto a jogar na mesma era e por vezes no mesmo campo.

A sua carreira internacional foi mais complexa. Messi que triunfava regularmente pelo Barcelona levou anos a ganhar um título pela sua Argentina.

O facto de ter saído tão cedo do seu país natal, e de ter feito toda a carreira de sénior na Europa, dificultou a sua relação com os exigentes adeptos sul-americanos e Messi teve dificuldades em lidar com as frustrações da seleção, chegando a anunciar a sua retirada.

Felizmente reconsiderou e a persistência deu resultados. A Copa América foi conquistada no melhor palco de todos, a casa do inimigo, pleno Maracanã.

Não ganhou um mundial, pelo menos por enquanto, pelo que dificilmente suplanta a lenda que foi Maradona, um jogador que, juntamente com Pablo Aimar, foi um ídolo para Lionel.

Dezassete anos depois, aquilo que foi ameaçado concretizou-se. Messi deixa o Barcelona.

Na informação prestada pelo clube fica-se com a ideia de que desta vez não foi zanga entre eles, mas imposições financeiras feitas pela própria Liga Espanhola que acabaram por pesar demais.

Barcelona não o esquece. E seja qual for o futuro dele, poucos se lembrarão do jogador sem ser com a camisola dos catalães.

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