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Ribeiro Cristovão
Opinião de Ribeiro Cristovão
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​A UEFA em tempo de revolução e evolução

12 mai, 2022 • Opinião de Ribeiro Cristovão


Nos últimos dias, os responsáveis pelo organismo máximo do futebol europeu vieram a terreiro para anunciar mudanças consideráveis, no quadro das diversas competições que organiza anualmente a nível de clubes.

A primeira nota diz-nos que essas alterações apenas terão lugar na temporada de 2024-2025, especialmente no que respeita à Liga dos Campeões, o que significa que, antes disso, teremos ainda mais duas épocas com os formatos tradicionais e seguidos há muitos anos.

Em termos rápidos e sem aprofundar a questão, foi anunciado que a Champions deixará, a partir dessa altura, de ter fase de grupos, passando os clubes participantes para 36, mais quatro do que os 32 que atualmente entram na competição.

E há também a garantia que cada clube que chegue à competição maior realizará pelo menos oito jogos, portanto mais dois do que contempla o figurino atual. À primeira vista, os aspetos financeiros representam aqui um melhor proveito, que serão ainda mais alargados em caso de comportamento positivo das equipas.

O quadro traçado pela UEFA, também para a Liga Europa, tem outros desenvolvimentos que não cabe aqui esmiuçar.

O mais importante é que estamos à porta de tempos novos, que incluem, inclusivamente, uma resposta aos grandes clubes que recentemente tentaram criar a Superliga, esta destinada apenas aos grandes “tubarões” do futebol europeu.

Até 2024 haverá tempo e espaço para longo debate e muita reflexão. Seja como for, o que parece inevitável, é que não haverá barreiras para os tais tempos novos a que o futebol não fugirá.

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