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Governo entra de forma “muito conservadora” para esvaziar necessidade de orçamento retificativo

Joao Duque

Governo entra de forma “muito conservadora” para esvaziar necessidade de orçamento retificativo

11 abr, 2024 • André Rodrigues , Olímpia Mairos


Na visão de João Duque, trata-se de “uma tática de gestão num ambiente que, parlamentarmente, é muito difícil”.

O comentador da Renascença João Duque entende que a entrada em funções do Governo, nomeadamente em matéria fiscal, “é muito conservadora”.

“Isto deve estar ligado com uma estratégia de aprovação do Orçamento de 2025 e, portanto, a meu ver, o que está a fazer é esvaziar a necessidade de um orçamento retificativo de 2024, entrando de uma forma mais prudente, até porque as coisas, este ano, não são exatamente iguais ao ano passado”, diz o economista no seu habitual espaço de comentário n’As Três da Manhã .

Segundo João Duque, os excedentes orçamentais provavelmente não vão acontecer, “mesmo sem medidas e corretivas face ao orçamento que está em vigor”.

“O adiamento de medidas que são muito desejadas pelos portugueses e pelas várias forças sociais levam, muito provavelmente, a concentrar no Orçamento de 25, aquilo que é uma mão cheia de muito mais concretizações de promessas e de devolução aos portugueses, aquilo que muitos sentem que são seus direitos e, portanto, tirar razão para que a oposição vote contra esse orçamento”, aponta.

Na visão do economista “é uma tática de gestão num ambiente que, parlamentarmente, é muito difícil, porque nós sabemos que é muito fácil este Governo não conseguir aprovar nada, nomeadamente o Orçamento de 2025, que, assim, terá que ser gerido o país com um orçamento de 24 em duodécimos e sem possibilidade de implementar as medidas que Governo quer para bem de economia portuguesa e dos portugueses”.

No seu espaço de comentário na Renascença, João Duque aborda ainda a reunião desta quinta-feira do Banco Central Europeu e a previsível descida das taxas de juro em junho.

“Há cada vez mais sinais muito positivos para essa descida. A questão é saber quanto é que vai ser essa descida”, diz o economista.

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