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No “pulsómetro das corporações os militares são talvez os que estão mais insatisfeitos”

No “pulsómetro das corporações os militares são talvez os que estão mais insatisfeitos”

23 fev, 2024 • André Rodrigues , Miguel Marques Ribeiro


O comentador Henrique Raposo não entende as razões por que o governo demissionário de António Costa decidiu atribuir apenas à PJ um subsídio que todas as outras corporações acabariam por reivindicar e teme que sob silêncio dos militares esteja esteja a ser cozinhado o populismo de direita.

Henrique Raposo continua a não compreender as razões por que o Governo do PS decidiu aumentar o subsídio de risco da PJ e excluir desse benefício as restantes forças de segurança e corporações. “O que é que tinham na cabeça? Foi só incompetência ou há outra coisa?”, questiona.

O comentador tem falado com diversas pessoas conhecedoras da realidade das forças armadas que lhe dizem que o descontentamento é crescente. No “pulsómetro das corporações dizem-me que os militares são talvez os que estão mais insatisfeitos”.

Com o desinvestimento verificado nos últimos anos, a capacidade dos militares realizarem a suas missões fica posta em causa, nomeadamente em alto mar: “estamos em risco de falhar as missões de salvamento no Atlântico. É a nossa maior missão Internacional”. Se tal acontecesse seria uma “vergonha” para o país e uma “perda de honra” para os militares, acrescenta Henrique Raposo.

O pior, no entanto, é que os militares não têm margem de manobra para demonstrar o seu descontentamento. “Sendo a classe mais insatisfeita é também a que está mais silenciada, mais calada por razões óbvias e [isso] me assusta. O que é que se pode passar? O que é que pode ser cozinhado nesse silêncio?”.

Em causa, pode estar a contaminação das forças armadas por forças populistas, acrescenta o comentador, que sugere o visionamento de “A madrugada que eu esperava”, uma peça de teatro de Carolina Deslandes e Bárbara Tinoco em cena no Teatro Maria Matos, em Lisboa.

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