Tempo
|
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
Euranet
Geração Z
Nasceram na era das tecnologias de informação, são mais práticos e mobilizam-se por causas. Até dispensam o carro e a casa, também porque não têm grandes salários para pagá-los, mas arriscam ter o seu próprio negócio. Como podemos ajudá-los? Quais os medos que enfrentam? Que tal começarmos por ouvi-los? "Geração Z" é um podcast quinzenal, publicado à quarta-feira, às 18h, da autoria da jornalista Beatriz Lopes. Esta é uma uma parceria Renascença/Euranet Plus.
A+ / A-
Arquivo
​Geração Z e a política. "Jovens não são o futuro, uma coisa distante. São o presente"

​Geração Z e a política. "Jovens não são o futuro, uma coisa distante. São o presente"

09 set, 2022 • Beatriz Lopes


No podcast desta semana, falamos sobre a relação "complicada" dos jovens com a política. Mas, mais do que identificar problemas, trazemos soluções (mesmo conscientes de que não há soluções fáceis para problemas difíceis).

O retrato está feito e, à primeira vista, não é entusiasmante: os jovens portugueses votam pouco, não ligam a comícios partidários, mas na internet gritam cada vez mais alto para se fazerem ouvir. A conclusão é do estudo “A Participação Política da Juventude em Portugal”, publicado este ano pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Mas, afinal, de quem é a culpa? Será que vai morrer solteira? Ou estamos já perante um caso de divórcio entre políticos e jovens? "Há culpa em todos os lados", reconhece o presidente do Conselho Nacional de Juventude (CNJ) Rui Oliveira. Dos jovens que sentem que "têm pouco impacto na decisão do país e naquilo que é as suas vidas", mas também dos políticos que "comunicam de uma forma antiquada".

No Geração Z desta semana, falamos sobre a relação "complicada" dos jovens com a política. Mas, mais do que identificar problemas, trazemos soluções (mesmo conscientes de que não há soluções fáceis para problemas difíceis).

"É preciso alterar o pensamento de que os jovens são o futuro. Os jovens não são algo distante: os jovens são o presente. Temos de saber captá-los e valorizá-los agora - e aproveitar todo o seu empenho, determinação e irreverência.", sublinha Rui Oliveira.

Mas as medidas para combater a abstenção não passam apenas pela mudança de mentalidades. Para o presidente do Conselho Nacional de Juventude está provado que "as medidas tradicionais", como a criação de uma disciplina sobre educação para a política, "não têm tido resultados". A chave para o problema pode passar pelo associativismo, defende.

"É preciso ter mais associações no básico e secundário - as escolas têm de incentivar isso. Uma aula vai ser sempre muito chata e aborrecida para os jovens. É muito mais interessante o associativismo, onde podem errar e experimentar a democracia. O associativismo promove questões de voto".

Rui Oliveira não acredita que o voto obrigatório seja um caminho a seguir, mas dá "um sim claro" à votação a partir dos 16 anos.

"Antes de avançar, temos de fazer uma coisa a que não estamos habituados em Portugal: fazer estudos de previsão que nos permitam perceber onde é que a medida nos poderia levar".

Não havia tão poucos jovens no Parlamento desde 2009

Portugal tem nesta altura oito deputados com menos de 30 anos. Desde 2009 que não havia tão poucos jovens no parlamento. "Um perigo enorme", reconhece Rui Oliveira, de 26 anos.

"Portugal deveria seguir o caminho de outros países na Europa: ter governos com pessoas mais novas, mais irreverentes, com mais capacidade, porque estão numa fase diferente da vida. São capazes de assumir essas responsabilidades".

Rui Oliveira destaca ainda três temas que os jovens deputados têm dado prioridade: precariedade, emancipação e saúde mental. Assuntos que estão na agenda política, "e que vão sendo falados", mas que "não têm tido as respostas necessárias e concretas".

Aos jovens, deixa um pedido: "façam-se ouvir".

"A minha perspetiva é naturalmente diferente de muitos outros jovens, porque todos os jovens têm as suas experiências e vivências e as suas dificuldades. É importante conhecermos todas estas visões: só assim percebemos que preocupações existem, que caminhos há ainda por fazer e como é que podemos ser mais felizes."

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.