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Partos de grávidas no privado e no social. Como vão funcionar?

24 mai, 2023 • Anabela Góis


A ideia é prevenir os problemas que são agravados no verão - altura em que as férias tornam mais evidente a falta de médicos e tem obrigado ao encerramento de serviços.

O Explicador Renascença desta tarde fala de novidades na área da Saúde.

Esta quarta-feira foi apresentado um projeto piloto que pretende tirar utentes das urgências hospitalares.

Também ficou a saber-se que, no verão, as grávidas do SNS vão poder ter os bebés em hospitais privados.

O que muda no que toca aos partos?

A novidade anunciada esta quarta-feira é que o Serviço Nacional de Saúde vai fazer convenções com hospitais privados e do sector social, para realizarem partos de grávidas, que são seguidas nos hospitais públicos.

A ideia é prevenir os problemas que são agravados no verão - altura em que as férias tornam mais evidente a falta de médicos e tem obrigado ao encerramento de serviços.

A situação já era complicada em anos anteriores. Este ano deverá ser ainda pior, porque há quase três dezenas de maternidades em obras de beneficiação.

Como é que vai funcionar?

Ainda não se sabe, mas o ministro da Saúde promete notícias para os próximos dias.

O modelo de rotação de maternidades e urgências de obstetrícia, que está a funcionar na Grande Lisboa e no Algarve, está previsto só até ao final de junho.

Espera-se que, em breve, a Direção Executiva do SNS anuncie o que está previsto para os meses de verão e, nessa altura, já deverão ser apresentadas as unidades que vão ter convenções com o serviço público, e em que condições é que as grávidas lá poderão ser recebidas.

Que projeto-piloto é que vai arrancar nas urgências?

Foi apresentado e começa logo a funcionar esta quinta-feira na área servida pelo Agrupamento de centros de saúde Póvoa do Varzim/Vila do Conde.

Chama-se “Ligue antes, salve vidas”, destina-se apenas a adultos, e vai ser progressivamente alargado a todo o país, começando pelos centros de saúde do Norte onde há mais utentes com médico de família.

O projeto pretende dar resposta aos doentes agudos, fora da urgência hospitalar, para reduzir a procura excessiva que acaba por prejudicar os casos verdadeiramente graves.

Por outro lado, também pretende evitar que os doentes não urgentes vão pelo seu próprio pé às urgências

Como é que funciona?

O utente tem sempre de ligar para o SNS24. Em função das respostas dadas pode ser aconselhado a ficar em casa, em autocuidado, a ir a uma Unidade de Saúde Familiar ou, se for mesmo urgente, é acionado o INEM e vai para o hospital.

No caso de precisar de ser visto por um médico, o SNS 24 marca consulta para o próprio dia ou para o dia seguinte no centro de saúde do utente.

Se for ao fim de semana ou num feriado também há solução: Ou seja, o utente não desliga o telefone sem consulta marcada.

Só nos centros de saúde da Póvoa e Vila do Conde?:

Para já sim, mas as mudanças vão chegar a todo o país.

As unidades de saúde familiar têm de abrir agenda para receberem os doentes enviados pelo SNS24 e pelos hospitais e as equipas têm de organizar-se de forma a darem resposta ao fim de semana e feriados.

Por outro lado, os médicos de família vão poder marcar consultas de especialidade nos hospitais, para os doentes serem observados rapidamente, fora da urgência, para dar resposta, por exemplo, aos doentes crónicos complexos, em situação de doença agudizada, que são normalmente aqueles que mais entopem as urgências.

E os hospitais têm capacidade para isso?

Neste projeto piloto está previsto que tenham. Os doentes não urgentes, referenciados pelos cuidados primários, terão de ter consulta de especialidade num prazo máximo de 72 horas.

No caso do Centro Hospitalar Póvoa de Varzim Vila do Conde haverá consultas de medicina interna, ginecologia/ obstetrícia, cirurgia geral, ortopedia, consulta multidisciplinar de pé diabético, imunohemoterapia e psiquiatria.

E as pessoas que vão à urgência por iniciativa própria?

Se não forem verdadeiras urgências serão encaminhadas para os cuidados primários.

É uma medida há muito reivindicada pelos profissionais de saúde e vários hospitais já a tentaram pôr em prática.

A própria unidade da Póvoa do Varzim tentou, sem grande sucesso, porque, habitualmente, os utentes não aceitam, mas quando se tornar obrigatório não terão alternativa.

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