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Grécia denuncia hipocrisia da Europa na questão das crianças refugiadas

27 dez, 2017


A denúncia foi feita pelo ministro grego para a Imigração, que deu o exemplo das centenas de crianças não acompanhadas que estão a viver neste momento em Moria.

A Grécia denunciou a atitude hipócrita da Europa em relação às crianças refugiadas, afirmando que os países europeus recusam acolher os muitos menores não acompanhados que estão a viver em campos de acolhimento.

A denúncia foi feita pelo ministro grego para a Imigração, Yannis Mouzalas, que deu o exemplo das centenas de crianças não acompanhadas que estão a viver neste momento em Moria, na ilha grega de Lesbos, no mar Egeu.

“Em Moria, temos problemas com os refugiados menores não acompanhados. Pedimos à Europa que acolhesse alguns, mas não aconteceu”, lamentou Yannis Mouzalas, durante uma entrevista à agência noticiosa grega Ana, citada pelas agências internacionais.

Actualmente a viver no campo de Moria, e segundo números disponibilizados pelo ministério grego, estão 250 refugiados menores de idade não acompanhados por familiares. No campo estão também outros 68 menores, mas estes estão acompanhados por elementos da respectiva família.

Na segunda-feira, por ocasião do Natal, Yannis Mouzalas visitou o campo de acolhimento de refugiados de Moria, que é frequentemente criticado pelos ‘media’ gregos e internacionais por causa das condições precárias em que vivem os migrantes.

Entre os cinco campos de acolhimento que existem nas ilhas gregas no mar Egeu, o campo de Moria é o que está mais sobrelotado. Com uma capacidade para 2.300 pessoas, este campo na ilha de Lesbos é actualmente a casa de mais de 5.000 refugiados.

“É preciso que a Europa acabe com a sua hipocrisia. É fácil desempenhar o papel do acusador. O que é difícil é lidar com refugiados e migrantes sem entrar em conflito com os interesses das sociedades locais e é o que temos feito”, disse o ministro do governo helénico.

O frio e a chuva sentidos nos últimos meses têm deteriorado as condições do campo de Moria, onde alguns refugiados vivem em tendas.

Na mesma entrevista, Yannis Mouzalas assegurou que novos contentores vão ser instalados em breve para acolher os refugiados que ainda estão a viver em tendas.

A situação neste campo foi classificada recentemente como preocupante pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

“Famílias, bebés, pessoas com deficiência vivem em tendas não aquecidas”, disse na altura um representante do ACNUR, Boris Cheshirkov, que também manifestou preocupação por causa dos confrontos ocorridos com alguma frequência entre os residentes do campo.

Em 2016, o frio provocou a morte de três refugiados do campo de Moria.

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  • Antonio
    27 dez, 2017 Aveiro 17:47
    Estas "crianças" são homens de 20 e 30 anos que dizem ter 15/16/17, para não poderem ser deportados.
  • Judite Gonçalves
    27 dez, 2017 Barreiro 11:57
    Belas palavras são ditas na comunicação social, para ficar bem na foto, mas resolver os problemas desta gente já é outra história. Porque não colocam estas crianças nas listas de adoção internacional o em famílias de acolhimento. Onde estão a boa vontade das pessoas? Concretizem o que dizem, e não vale atirar com dinheiro para que os outros país fiquem lá com os migrantes. É fácil atirar um pedaço de pão, mas levar alguém para casa, isso aí é melhor passar ao lado. Começando pelo nosso país, quantas pessoas vivem sozinhas em casas enormes? Quantas pessoas têm mais de quatro ou cinco animais? Quanto dinheiro se gasta desnecessariamente? Tenho uma casa pequena e um filho de 13 anos, ganho pouco mais que o salário mínimo para três pessoas, mas se o meu companheiro estivesse de acordo, não me importaria de acolher uma criança destas na minha casa. Se não se passa das palavras aos atos, então o silêncio será a melhor opção. Não digam nada.
  • 27 dez, 2017 LX 09:03
    A Europa hipócrita? Não é nada, que grande mentira, é bom de ver que a Europa não é hipócrita, nunca foi...