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Todas as semanas, um convidado especial fala sobre os grandes temas da Europa e do mundo no programa "Decidir Europa", com edição do jornalista José Bastos.
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Decidir Europa - Rodrigo Moita de Deus e o futuro do comércio - 01/05/2021
Decidir Europa - Rodrigo Moita de Deus e o futuro do comércio - 01/05/2021

Decidir Europa

Rodrigo Moita de Deus e o futuro do comércio

30 abr, 2021 • José Bastos


CEO da Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), coordenador do 'plano de retoma do retalho' reflete sobre os efeitos da pandemia e desafios do comércio integrado.

Epicentro da modernidade no setor, os centros comerciais, mega pontos de afluência – que já vinham sentido a pressão do e-commerce – ficaram, de um só golpe, com números reduzidos de clientes (só serviços essenciais), na sequência das medidas para conter a progressão do vírus. Mas, a indústria retalhista encontra-se já em pleno movimento de resposta ao tsunami provocado pela pandemia.

Um ano depois, com as restrições a serem levantadas, os centros comerciais portugueses ao mesmo tempo que apostam na retoma formulam a si próprios perguntas complexas: como trazer milhares de pessoas de volta e em segurança? Até onde vai a ameaça do comércio eletrónico? Onde é decisivo inovar para poder sobreviver?

Depois de dois períodos prolongados de confinamento, os centros comerciais portugueses têm outro interessante teste pela frente: aferir se a sua capacidade de recuperação, tanto de afluência como de vendas, é mais rápida e substancial que outros vetores mais tradicionais do comércio retalhista.

Afinal, no pós-pandemia, os consumidores que agora procuram “compras seguras” estarão interessados em chegar de automóvel, ou outros meios, a acessos diretos e amplos a lojas onde podem comprar num ecossistema de baixa densidade de clientes e que desenvolveu esforços para ter espaços seguros e confiáveis.

A confiança vai regressar gradualmente e irá suavizar a divergência entre índices de afluência e vendas, tanto em tempo quanto em atividades. Isto é, recuperar da maior descida em afluência, porque as compras se realizam de maneira mais certeira, ou porque o e-commerce favorece o click & collect, das modalidades favoritas no novo consumo.

Assim, o desenho arquitetónico das lojas também experimentará alterações significativas. Muitas compras terão lugar online e multiplicar-se-ão algumas zonas (já existentes) para que o cliente digital não passe mais tempo do que o estritamente necessário na loja. Mais: para evitar aglomerações na recolha de produtos comprados online já há tecnologia - baseada numa app - para indicar a que distância da loja física se encontra o cliente e ultimar o pedido.

A reflexão sobre desafios do futuro e dos problemas do presente no setor que emprega em Portugal mais de 100 mil pessoas de forma direta - e 200 mil de forma indireta – é de Rodrigo Moita de Deus, presidente executivo (CEO) da Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC).

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