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Mieloma Múltiplo: saiba mais sobre esta doença silenciosa


O mês de consciencialização para o Mieloma Múltiplo acontece, anualmente, em março. É uma iniciativa global, que pretende aumentar o conhecimento sobre este cancro do sangue e que, apesar de ser raro e não ter cura, tem tratamento. Nesse sentido, é fundamental sensibilizar para os sinais e sintomas, possibilitando o diagnóstico precoce, pois estamos a falar de uma doença, por vezes, silenciosa.

O Mieloma Múltiplo é o terceiro cancro hematológico mais comum em Portugal e é considerado tratável, mas não curáveli,ii. Na Europa, estima-se que cerca de 51 mil pessoas tenham tido o diagnóstico de mieloma múltiplo, em 2020, sendo que cerca de 32.500 pessoas morreram da doençaiii. Em Portugal, foram diagnosticados cerca de 900 novos casos em 2020, e registadas 640 mortesi.

É mais frequente nos homens e a partir dos 60, mas ninguém parece estar livreii. Em todas as idades é preciso estarmos atentos e fazer exames de rotina.

Informe-se sobre o Mieloma Múltiplo e consulte o seu médico. Oiça As Três da Manhã e saiba mais sobre esta iniciativa de sensibilização, que conta com apoio da GSK.

Neste artigo, vamos dar-lhe algumas informações importantes e a ter em conta sobre esta doença. Afinal, o que é o Mieloma Múltiplo? Conhece os sinais e sintomas? E como evolui? Que impacto pode ter a doença? Para mais informações, consulte o seu médico assistente e visite o site da Associação Portuguesa contra a Leucemia.

O que é o Mieloma Múltiplo?

* O Mieloma Múltiplo é um tumor hematológico com origem num tipo de células da medula óssea (tecido esponjoso no interior de alguns ossos onde se produzem as células sanguíneas) designadas por plasmócitos. Os plasmócitos são células do sistema imunológico que habitam a medula óssea e são responsáveis pela produção de anticorpos que nos protegem das infeções.

* No Mieloma Múltiplo, há uma transformação maligna que leva à proliferação desordenada de um grupo desses plasmócitos, formando o que se designa por “clone”, que produzirá um determinado tipo de imunoglobulinas (anticorpos) em excesso.ii

* Na medula óssea, a proliferação das células do Mieloma causa diminuição das outras células normais. Como consequência, surge anemia e, eventualmente, diminuição dos glóbulos brancos e das plaquetas. A produção das imunoglobulinas (anticorpos) normais está diminuída e há maior risco de infeções.ii

* Para além deste efeito local na medula óssea, os plasmócitos produzem substâncias químicas (citocinas) que têm diversos efeitos, entre os quais a estimulação de células que reabsorvem o cálcio dos ossos (osteoclastos), bem como o bloqueio ou inibição das que regeneram o osso (osteoblastos), tornando os ossos mais frágeis e com maior probabilidade de fraturas ou de formação de lesões líticas.ii

Quais são os sintomas e sinais mais comuns?

* Nos estadios iniciais, o Mieloma pode não apresentar sintomas, sendo que muitas vezes só há suspeitas da sua existência ou é diagnosticado após um exame de rotina ao sangue ou à urina.iv

* Na maioria dos casos, manifesta-se por palidez e cansaço devido à anemia, dores ou fracturas ósseas e infecções frequentes.ii

* As fraturas do osso podem provocar dores ósseas que podem ter grande intensidade, sendo os ossos mais atingidos o crânio, as vértebras, as costelas, a bacia e os ossos longos.ii

* O doente pode ainda desenvolver insuficiência renal, podendo esta ser assintomática, detetada apenas em análises (elevações da creatinina e da ureia) ou, nos casos mais graves, com necessidade de hemodiálise.ii

* Em casos mais raros, a imunoglobulina produzida em excesso, designada "proteína monoclonal", pode tornar o sangue mais espesso, provocando alterações da circulação, particularmente a nível cerebral e cardíaco, hipertensão e lesões a nível do rim.ii

*Em caso de algum destes sintomas, não desvalorize e fale com o seu médico.

Quem está em risco?

  • Existem várias alterações adquiridas dos genes que controlam o desenvolvimento dos plasmócitos. A causa dessas alterações é, na maioria dos casos, desconhecida. Em algumas situações, raras, houve previamente uma exposição prolongada a certos produtos químicos, como solventes, benzeno, dioxina, produtos usados na agricultura, ou a elevadas doses de radiação, como no acidente de Chernobyl.
  • Não é uma doença hereditária, mas, em situações muito raras, estão descritos casos na mesma família. O diagnóstico de um doente com Mieloma não obriga a que sejam rastreados os familiares diretos. Não é uma doença contagiosa.ii


Existe tratamento para o Mieloma Múltiplo?

  • O tratamento depende de vários fatores, entre os quais a idade, estado geral, alterações citogenéticas e comorbilidades da pessoa. É normal que doentes sejam tratados de maneira diferente (a abordagem de um doente com 60 anos é diferente da de outro com 80, por exemplo; e dois doentes com 80 anos podem ser abordados de maneira diferente, consoante as comorbilidades, etc.) Cada vez mais, a decisão terapêutica é individualizada, de acordo com as alterações citogenéticas e com outras características particulares da doença e do doente.ii
  • Em caso de suspeita, é fundamental consultar um médico o mais depressa possível. O médico irá avaliar a melhor abordagem clínica e encaminhá-lo para um especialista, tendo em conta a situação.


Como evolui a doença?

* Habitualmente, a patologia evolui desde uma fase sem sintomas, em que existe apenas aumento de uma imunoglobulina, que se designa gamapatia monoclonal de significado indeterminado. Esta fase pode durar muitos anos, evoluindo, ou não, para a fase com sintomas específicos de Mieloma Múltiplo. Em alguns casos, é detetada uma fase intermédia, com aumento dos plasmócitos e da proteína monoclonal, mas ainda sem sintomas – Mieloma Múltiplo indolente.

* O Mieloma Múltiplo é uma doença muito heterogénea: em alguns casos evolui muito lentamente, noutros pode ser mais agressivo e com várias complicações. A evolução depende do tipo de imunoglobulina, das alterações dos genes e do estadio da doença na altura do diagnóstico.ii

Para mais informações, consulte o seu médico assistente e visite o site da Associação Portuguesa contra a Leucemia.

Esta é uma iniciativa com o apoio da GSK.

Para mais informações, consulte o seu médico.

iGlobocan (2020) – Portugal population factsheet. Acedido em março de 2023, em:

https://gco.iarc.fr/today/data/factsheets/populations/620-portugal-fact-sheets.pdf.

iiAPCL (2017) - Mieloma Múltiplo. Acedido em março de 2023, em:

https://www.apcl.pt/pt/doencas-do-sangue/mieloma-multiplo

iii Globocan (2020) – Multiple Myeloma factsheet. Acedido em março de 2023, em:

https://gco.iarc.fr/today/data/factsheets/cancers/35-Multiple-myeloma-fact-sheet.pdf.

iv NHS (2021) – Overview Multiple Myeloma. Acedido em março de 2023, em:

https://www.nhs.uk/conditions/multiple-myeloma/#:~:text=Multiple%20myeloma%2C%20also%20known%20as,%2C%20skull%2C%20pelvis%20and%20ribs