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Francisco Sarsfield Cabral
Opinião de Francisco Sarsfield Cabral
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A nossa vida é vulnerável

23 abr, 2019 • Opinião de Francisco Sarsfield Cabral


A normalidade da vida quotidiana é afetada por inúmeras vulnerabilidades. Em Portugal e no mundo.

As últimas semanas vieram lembrar como é vulnerável a nossa vida no mundo e em Portugal. O horrível massacre no Sri Lanka confirmou que os cristãos são, hoje, o principal alvo do terrorismo religioso. A hostilidade aos cristãos, e em particular aos católicos, não é exclusivo daquele país - está em alta na Ásia, sobretudo na Índia.

Será porque os cristãos são vistos como herdeiros dos colonizadores do passado? Ou porque há quem queira vingar o colapso territorial do “Estado Islâmico”? Talvez, em parte; mas no Sri Lanka também há numerosos ataques a muçulmanos, que ali representam uma religião minoritária; a maioria é budista.

Tivemos no enorme desastre no centro de Moçambique um exemplo trágico das consequências das alterações climáticas. Um fenómeno que alguns, como Trump, continuam a negar. Entretanto, a situação dramática de milhões de moçambicanos continua.

A nível nacional, o susto da semana passada com a greve que interrompeu o abastecimento de combustível a automóveis, autocarros, camionetas de transportes de mercadorias, locomotivas a gasóleo e aviões confirmou a tendência nacional para a ausência de uma cultura preventiva (depois logo se vê…). Por isso o aeroporto de Lisboa ainda não tem um oleoduto. Agora, depois da casa roubada, trancas à porta...

As novas tecnologias agravaram as vulnerabilidades a nível nacional e global. A defesa contra cíber-ataques ou contra a desinformação espalhada pelas redes sociais dá, apenas, os primeiros passos.

E alguns grupos profissionais restritos detém um enorme poder para criar problemas a muita gente, como vimos na greve dos transportadores de matérias perigosas. É também o caso, por exemplo, dos maquinistas de comboios, dos controladores do tráfego aéreo, etc.

A greve é um direito fundamental, por isso naqueles casos temos de confiar na consciência cívica desses trabalhadores especializados. Mas não esquecemos que a democracia vale a pena, por muitos custos e riscos que envolva.

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