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D. José Cordeiro. “Estamos juntos, vamos vencer juntos”

04 abr, 2020 • Olímpia Mairos


O bispo de Bragança-Miranda aponta a Semana Santa e o Tríduo Pascal como “tempo decisivo para o essencial”.

O bispo da Diocese de Bragança-Miranda escreveu mais uma carta aos seus diocesanos, para lhes assegurar proximidade e oração neste “caminho sem precedentes, para a Páscoa, o coração do Ano Litúrgico”.

“Estamos juntos, jovens e velhos. Estamos juntos “na mesma barca”. Estamos juntos, não tenhamos medo, embora o temor nos tome nestes “dias maus”, afirma D. José Cordeiro, assinalando que “o mal comum só se poderá vencer com o Bem comum”.

D. José Cordeiro, assegura depois que “Jesus Cristo está connosco” e que unidos “vamos vencer juntos, como o testemunho das primeiras comunidades”.

“Todos eles tinham os mesmos sentimentos e eram assíduos na oração, juntamente com algumas mulheres, entre as quais Maria, Mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus”, escreve D. José, citando uma passagem bíblica dos Atos dos Apóstolos, para completar com as palavras de S. Justino “e os que possuem bens socorrem os que têm necessidades e perseveramos sempre unidos uns com os outros”.

Neste contexto, o bispo de Bragança-Miranda desafia os fiéis à assiduidade na oração e na leitura. E nestes tempos, nos quais somos constantemente interpelados a lavar as mãos muitas vezes ao dia, sugere uma bênção judaica, própria para este gesto “tão importante”.

“Bendito sejas, Senhor nosso Deus, Rei do universo, que nos santificaste pelos teus mandamentos e nos mandaste lavar a mãos”.

O bispo transmontano revela que “muitas pessoas, sobretudo as pessoas mais velhas, têm partilhado o seu temor e tremor de se sentirem abandonados, de ficarem doentes e não terem ninguém a seu lado”. E em jeito de conforto e consolação deixa as palavras da fundadora dos cuidados paliativos, Cicely Saunders. “No sofrimento e na dor há uma coisa mais forte do que todas as respostas e explicações: a presença”.

“Sim, a presença orante e silenciosa tem de levar a maior fraternidade, justiça e paz. Na verdade, os problemas sociais já se sentem na economia das famílias, das IPSS’s e na sociedade”, refere o prelado.

D. José Cordeiro explica aos fiéis que um sinal da sua presença e proximidade se concretiza “na oração mais intensa e profunda ao domingo, na Catedral, com a oração do rosário, das vésperas e da celebração da Eucaristia”.

“Em tempo de Covid-19, com o estado de emergência e com todas as medidas e sacrifícios que todos estamos a experimentar na vida quotidiana, também eu estou durante a semana na oração, no trabalho silencioso e no estudo humilde, aqui na casa episcopal e, ao fim de cada tarde, na celebração eucarística, no Seminário de S. José, o coração da Diocese, confiando o sacrifício do “isolamento” social para a comunhão espiritual com todos e cada um”, partilha o prelado.

“Ao rezar por todos, lembro especialmente as pessoas mais velhas e as mais vulneráveis”.

D. José Cordeiro partilha ainda que, ao mesmo tempo, procura servir “com a inteira disponibilidade possível, pelos meios ao dispor para conversar, atender, escrever, consolar, professar a fé, renovar a esperança e dar o dom da caridade a tantos irmãos e irmãs”.

Oração, gratidão e esperança

O bispo da Diocese de Bragança-Miranda na carta intitulada ‘Tempo decisivo para o essencial’ renova a sua “mais profunda gratidão por todos os que praticam a caridade, a cidadania corresponsável, a criatividade pastoral e espiritual e a partilha das boas práticas, para responder a este tempo muito difícil”. E agradece também aos presbíteros, diáconos, famílias, paróquias, unidades pastorais, consagrados, leigos, seminaristas, movimentos e grupos eclesiais.

O “grande agradecimento” de D. José Cordeiro vai, no entanto, para a Cáritas Diocesana, Fundações canónicas, Centros Sociais Paroquiais, Santas Casas da Misericórdias, outros Centros Sociais e Instituições, Confrarias, Irmandades, escolas, médicos, enfermeiros e para todos os profissionais de saúde e os que trabalham para garantir a vida de todos nos serviços essenciais.

“Continuamos próximos, na oração e no serviço silencioso, a todos e a cada um, especialmente às pessoas doentes, aos mais velhos e a todas as pessoas que vivem no sofrimento, na solidão, no isolamento, nos estabelecimentos prisionais de Bragança e de Izeda, na deficiência, na pobreza, na depressão, na ansiedade, no desemprego e na migração”, assegura o bispo transmontano.

D. José Cordeiro reconhece “a inestimável colaboração recíproca com as instituições autárquicas, civis, académicas, das forças da segurança (Proteção Civil, PSP, GNR, Bombeiros...), da solidariedade social, da comunicação social e por todas as pessoas que buscam o Bem, a Justiça, a Paz e a Verdade na sua vida”.

“O amor é mais forte que a morte. Está é a nossa Esperança. Esta é a Esperança Cristã”, destaca o prelado.

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