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Casa Monsenhor Adelino. É o novo Centro de Acolhimento para Idosos em Bragança

30 jun, 2022 • Olímpia Mairos


O espaço tem um cariz social e a diretora da Fundação Betânia assegura que “serão recebidos com o mesmo carinho e tratados com a mesma dedicação, utentes com mais ou menos recursos económicos”.

Chama-se Casa Monsenhor Adelino. É o novo equipamento da Fundação Betânia, Centro Apostólico de Acolhimento e Formação, em Bragança, e vai acolher pessoas idosas.

De acordo com a Fundação Betânia, o centro “moderno e muito funcional” possui todas as condições de conforto para garantir aos utentes um “envelhecimento digno”. Dispõe de 28 camas, divididas por quartos duplos, individuais e suites.

“Estamos muito orgulhosos com o resultado final. É um projeto que aguardou anos, mas finalmente está concluído, com todas e as melhores condições para cumprir a nossa missão: acolher e cuidar com máximo conforto e segurança as pessoas idosas que de nós necessitem” conta a diretora da instituição, Paula Pimentel.

A obra teve início há mais de uma década e está finalmente concluída. Alguns quartos já estão devidamente mobilados, assim como o refeitório, garantindo todas as condições necessárias para a sua entrada em funcionamento.

“No entanto, para conseguimos abrir a totalidade do equipamento e satisfazer as enormes necessidades que existem na nossa região, ainda falta parte do recheio e mobiliário, para equiparmos todos os quartos, nomeadamente camas articuladas, colchões anti escaras e têxteis para cama e banho” esclarece a responsável.

A Fundação Betânia é uma instituição particular sem fins lucrativos, no concelho de Bragança, que luta diariamente para satisfazer todos os compromissos e garantir que nada falta aos utentes. Estes dois anos de pandemia, com as exigências sanitárias e o necessário reforço de pessoal, deixaram a fundação numa situação financeira difícil.

A construção do Centro de Acolhimento para Pessoas Idosas não foi comparticipada com financeiro estatal; o mobiliário e o recheio não têm qualquer apoio, pelo que terá de ser a IPSS a suportar todo o investimento.

“Por essa razão estamos a equipar o espaço aos poucos”, justifica Paula Pimentel, explicando que “foi a falta de recursos financeiros para equipar o novo e harmonioso espaço que impediu a Betânia de abrir portas mais cedo”.

Uma casa para todos

O novo equipamento vai, para já, funcionar como uma unidade privada, uma vez que ainda não existe protocolo com o Instituto de Segurança Social para comparticipação. As candidaturas para a admissão de utentes já estão abertas.

A diretora da Fundação Betânia salienta que o espaço tem um cariz social e que “serão recebidos com o mesmo carinho e tratados com a mesma dedicação, utentes com mais ou menos recursos económicos”.

A procura de respostas para os mais velhos tem vindo a crescer na região que assiste também a um crescente envelhecimento da população.

“A Betânia tem constatado sempre essa procura e, nesse sentido, criou esta nova estrutura residencial, desejando a sua abertura e assim poder estar, em pleno, ao serviço das famílias e da comunidade”, lê-se na nota enviada à Renascença.

O Centro de Acolhimento recebe o nome de Casa Monsenhor Adelino, em “reconhecida homenagem, total entrega, dedicação e humanismo cristão que conseguiu incutir nos serviços prestados pela Fundação Betânia, iniciada pelo Cónego Aníbal Folgado, na Diocese de Bragança-Miranda”, esclarece a instituição.

Monsenhor Adelino Paes é co-fundador e presidente do conselho de administração da Fundação Betânia e administrador diocesano em Bragança-Miranda, na sequência da saída de D. José Cordeiro para a Arquidiocese de Braga.

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