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Fátima: Peregrinação Aniversária

Celebrar o Domingo por obrigação “é uma atitude muito pobre”

13 jun, 2024 • Ana Catarina André


Na noite deste 12 de junho, em Fátima, em que participaram pelo menos 43 grupos, o bispo de Portalegre Castelo-Branco defendeu a necessidade de apostar na formação, para que a cultura cristã possa “responder às interrogações que atormentam o Homem e a sociedade”.

D. Antonino Dias, bispo de Portalegre-Castelo Branco, pediu esta quarta-feira, em Fátima, que a formação tenha “um lugar privilegiado na vida de cada cristão”. “Outrora o profeta Oseias queixava-se que o seu povo se perdia por falta de conhecimento, por ignorância. E hoje como será?”, questionou o prelado, na homília da Celebração da Palavra, a que presidiu neste 12 de junho.

“Para vivermos naquela Luz que ilumina todo o homem que vem a este mundo, para vivermos em contínuo progresso espiritual e doutrinal, nas diversas circunstâncias da vida, é preciso uma formação multiforme e integral”, disse.

E acrescentou: “Que bom se a formação espiritual e doutrinal tivesse um lugar privilegiado na vida de cada cristão, de cada família, de cada comunidade cristã, para que a sua cultura cristã pudesse dar razões da sua esperança, pudesse responder às interrogações que atormentam o Homem e a sociedade de hoje, pudesse atingir e, como que modificar, pela força do Evangelho, os critérios de julgar, os valores que contam, os centros de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade que se apresentam em contraste com a Palavra de Deus e com o desígnio de salvação”.

O bispo de Portalegre-Castelo Branco, que este ano preside à Peregrinação Aniversária de junho, sublinhou ainda a importância da celebração do Domingo para os cristãos. “Respeitar, testemunhar, educar para a vivência do Dia do Senhor é um dever de cada batizado, mas fazê-lo apenas porque a lei manda, porque é uma obrigação, acho que é uma atitude muito pobre, pobrezinha mesmo”, disse, acrescentando que “devemos celebrar o Domingo pela necessidade que sentimos de fazer memória do que Cristo fez por nós”.

Nesta peregrinação, que evoca a segunda aparição de Nossa Senhora aos pastorinhos, D. Antonino Dias começou por abordar a dicotomia entre a luz e as trevas, lembrando que “Jesus é a Luz do mundo”. “Pode haver entre nós pessoas que vivem numa procura sincera do sentido último da sua vida e do mundo. Em todo o ser humano há este desejo permanente da verdade, desta luz que é Jesus Cristo que se fez e faz encontrado na vida de cada um de nós”, destacou.

Na noite deste 12 de junho, estiveram no Santuário de Fátima pelo menos 43 grupos de peregrinos, 40 dos quais estrangeiros de países como Polónia, Coreia do Sul, China, República Dominicana, Austrália e Colômbia. Uma das preces da oração dos fiéis foi dedicada aos servitas que celebram, neste dia, o seu centenário.

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