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Conversas Cruzadas - TAP high-cost - 05/07/20
Conversas Cruzadas - TAP high-cost - 05/07/20

Conversas Cruzadas

TAP "high-cost"

05 jul, 2020 • José Bastos


Nuno Botelho, Fernando Alexandre e João Paulo Correia na análise da actualidade.

A maratona negocial chegou ao fim. David Neeleman sai da TAP com 55 milhões de euros – “em todo o mundo, o único empresário da aviação a ganhar dinheiro no meio de uma pandemia”, na opinião de Ricardo Costa – depois de vender 22,5% ao Estado (passa a ter 72,5% do capital). Humberto Pedrosa mantém 22,5% e os trabalhadores (maioria de pilotos) preservam 5%.

A saída de David Neeleman encerra o ciclo da gestão brasileira à frente da TAP (Fernando Pinto, Antonoaldo Neves e Neeleman com dupla nacionalidade) e abre um novo capítulo o da reestruturação da companhia que promete ser doloroso com mais interrogações que respostas.

Se no início da década a TAP acumulou elevados prejuízos de 272 milhões (2012-15), no ciclo Neeleman (2016-19) perdeu 230 milhões. A empresa cresceu em voos e aviões, mas a dívida disparou: calcula-se em 2020 em mil milhões (dívida líquida) e capitais próprios negativos de 581 milhões.

Em dificuldade para competir nas ligações ponto a ponto na Europa - mercado dominado pelas companhias low-cost - a estratégia Neeleman/Antonoaldo passava por alimentar nos Estados Unidos e Brasil o hub lisboeta. Agora a pandemia carregou de incertezas o futuro da aviação civil.

Mas será a TAP um caso de 'too big to fail' na economia portuguesa? De quantos milhões se fará a intervenção do Estado na TAP que será tudo, menos 'low cost' para os contribuintes? Quem vai gerir a companhia num setor distante dos lucros nos próximos anos?

Como vai ser feita a restruturação? Em tempo de enorme crise social é também uma escolha moral ajudar com 1.2 mil milhões (conta que irá subir ainda mais) a TAP em detrimento de outros setores? Um euro desperdiçado é um euro em falta na saúde e educação? Será a TAP o ‘novo’ Novo Banco?

A análise é de Nuno Botelho, presidente da ACP-Câmara de Comércio e Indústria do Porto, Fernando Almeida Alexandre, professor da Universidade do Minho e João Paulo Correia, deputado do Partido Socialista.

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