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Concelhos com regras mais apertadas  - Conversas Cruzadas
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Concelhos com regras mais apertadas

22 nov, 2020 • José Bastos


Nuno Botelho, Miguel Alves e Salvador Malheiro na análise da pandemia.

Medidas globais mais apertadas e um pacote justaposto à diferente evolução do risco nos concelhos com maior índice de contágio - já havia sido o rumo apontado pelos peritos na reunião desta semana no Infarmed, sugerindo ainda a vigilância total à evolução da pandemia.

O novo estado de emergência prevê ainda assinaláveis restrições de mobilidade individual em particular nas proximidades dos dois feriados de dezembro até porque os especialistas alertaram para o risco: com o volume atual de mobilidade será muito complexo o país conter a curva de casos detetados na plataforma diária de diagnósticos a beirar os sete mil casos diários.

Portugal piora a cada dia na lista vermelha dos países com um quadro epidemiológico mais preocupante e de maior incidência cumulativa, 803 casos por 100 mil habitantes, este fim de semana, nos números do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, ECDC.

No mapa da epidemia (incidência de infeção por concelho) a mancha vermelha alastra-se a todo o país, mas o norte de Portugal continua a enfrentar o quadro mais grave, tal como em março e abril, no início da primeira vaga. A egião Norte está agora entre as piores da Europa com uma incidência média de 1.298 casos por 100 mil habitantes a 14 dias, bem acima das regiões de Milão, Paris ou Madrid (353 por 100 mil), algumas das mais afetadas.

Paços de Ferreira e Lousada enfrentam o cenário mais complexo do país, mas neste epicentro estão também Vizela, Paredes e Penafiel, num quadro que se estende a todo o distrito do Porto, além de Braga, Vila Real e Bragança. Já a região de Lisboa está com uma incidência elevada, mas abaixo dos 600 novos casos por 100 mil habitantes. Lisboa, Cascais, Setúbal, Odivelas e Loures são os concelhos que preocupam.

Por último e, talvez, não menos importante, um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública dá conta de que os portugueses confiam agora menos confiantes nas medidas e opções dos decisores públicos que no início da pandemia. Na sequência, o presidente da República sugeriu mais informação e clareza na sustentação de decisões.

A análise é de Miguel Alves, preside ao Conselho Regional do Norte e à CM de Caminha e integra o secretariado nacional do PS, Salvador Malheiro , vice-presidente do PSD e presidente da CM de Ovar, e Nuno Botelho, líder da ACP-Câmara de Comércio e Indústria do Porto.

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