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Ribeiro Cristovão
Opinião de Ribeiro Cristovão
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​Não é amarelo, é ouro

27 mai, 2021 • Opinião de Ribeiro Cristovão


A final da Liga Europa disputada em Gdansk, na Polónia, teve um desfecho para muitos inesperado, mas, amplamente justificado e como prémio para o empenho e a competência que o “submarino amarelo”.

Com a devida vénia, chamamos para título deste apontamento o mesmo que hoje pode ser lido em toda a Espanha no conceituado diário desportivo Marca. É assim, de facto, que deve ser considerada a grande vitória alcançada ontem â noite na cidade de Lech Valesa pela equipa do modesto Villarreal frente à superpotência inglesa que dá simplesmente pelo nome de Manchester United, um dos clubes mais prestigiados do mundo.

Esta final da Liga Europa disputada em Gdansk, na Polónia, teve um desfecho para muitos inesperado, mas, amplamente justificado e como prémio para o empenho e a competência que o “submarino amarelo” colocou em campo, sobretudo quando as duas equipas foram chamadas ao desempate por grandes penalidades.

Não foi um jogo empolgante, como tantas vezes vemos em finais de competições europeias.

Os ingleses até chamaram a si as melhores oportunidades, mas na hora de concretizar faltou perícia aos seus jogadores mais experimentados.

E, por isso, nem o exaustivo prolongamento ajudou a conhecer um vencedor, tendo-se tornado necessário recorrer aos penaltys, que há muito deixaram de ser uma lotaria, mas antes revelar competências.

Numa noite para a história, todos os 22 jogadores em campo foram chamados a desempenhar essa função. E só ao 22ª pontapé foi conhecido o campeão, o Villarreal, clube sediado numa pequena cidade espanhola da Comunidade Valenciana (51 mil habitantes), que assim fez história e contribuiu para que o futebol de nuestros hermanos esteja fartamente representado na próxima edição da Liga dos Campeões Europeus, com cinco equipas ao todo.

Daqui resulta também prejuízo para duas equipas portuguesas, Futebol Clube do Porto e Benfica. Os dragões, porque saltam para o Pote 3 do próximo sorteio, enquanto as águias terão de sujeitar-se a uma passagem pela terceira pré-eliminatória e ao play-off para poderem aceder à fase de grupos.

Apesar de tudo isto é tempo de festejar o Villarreal e o seu treinador Unay Émeri, um verdadeiro “papa-taças Liga Europa” que conquista pela quarta vez, depois de três triunfos à frente dos andaluzes do Sevilha.

A seguir teremos no estádio do Dragão a final da Liga dos Campeões. E de novo com os ingleses na vanguarda, com Manchester City e Chelsea para um jogo que todos desejamos seja digno do significado e do valor que tem, desde sempre.

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