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Convenção Bloco de Esquerda

“Ainda está por mostrar que o PS queira um Orçamento do Estado à esquerda”

22 mai, 2021 - 16:38 • Paula Caeiro Varela

Críticas à presidência portuguesa da União Europeia e dúvidas sobre intenções orçamentais do PS marcam discursos de dirigentes bloquistas

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Pedro Filipe Soares atira culpas para o PS pelo voto contra do Bloco no Orçamento do Estado deste ano e avisa: está por saber se o PS consegue apresentar um orçamento de esquerda.

O líder parlamentar do Bloco de Esquerda, que discursou na Convenção a apresentar a moção de estratégia da direção do partido, não fugiu ao tema das relações com o PS, que marcou de resto o discurso de abertura de Catarina Martins na convenção nacional, que decorre este fim de semana em Matosinhos.

Foi o PS, com o caminho que escolheu que “tornou impossível um voto do Bloco de Esquerda ao Orçamento do Estado” para 2021, acusou Pedro Filipe Soares.

“O PS aprendeu a lição? Essa é a pergunta que tem de se fazer a António Costa. E a resposta, depois de seis meses de uma presidência da União Europeia em que o corolário deste mandato é uma submissão aos interesses dos lucros das empresas farmacêuticas, em que o corolário deste mandato é não ter mexido nos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, antes ter mantido a exploração, a conclusão é obvia: ainda está por mostrar que o PS queria um Orçamento do Estado à esquerda”, afirmou o líder parlamentar do Bloco.

Pedro Filipe Soares falava na apresentação da Moção A, da atual liderança, que não tem passado sem muitas críticas das restantes intervenções, com protagonistas menos conhecidos, mas que têm protestado no púlpito pelo que consideram ser falta de democracia interna. Uma crítica a que Catarina Martins tentou responder logo à chegada a Matosinhos.

Também o deputado Moisés Ferreira centrou a sua intervenção na questão orçamental e na resposta à crise, lembrando várias vezes que o Bloco que é o terceiro maior partido deste país.

“Transformar a sociedade e o futuro, nada menos do que isso é a nossa proposta nesta convenção, a proposta do terceiro maior partido deste país para os próximos anos. Não nos perguntem o que podemos fazer por um orçamento do PS que desconhecemos. Nesta convenção a perguntar que se faz e a resposta que nós damos é o que podemos fazer pelo nosso povo que está a sofrer no meio de uma crise e o que podemos fazer para sair dessa crise”, afirmou o deputado.

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