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Silêncio da Terra: a exposição que problematiza a fotografia colonial

29 abr, 2021 - 13:59 • Olímpia Mairos

A exposição da Universidade do Minho é inaugurada esta sexta-feira, com a presença do ministro Manuel Heitor.

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A Universidade do Minho (UMinho) inaugura, esta sexta-feira, dia 30, a exposição “O Silêncio da Terra: visualidades (pós)coloniais intercetadas pelo Arquivo Diamang”.

De acordo com o comunicado da UMinho, enviado à Renascença, a exposição parte do estudo e problematização do arquivo fotográfico da Diamang, criado com o fim explícito de documentar a missão civilizacional empreendida pela empresa na Lunda (Angola), entre 1917 e 1974.

“Lado a lado, a fotografia colonial é intercetada por contranarrativas oferecidas pela arte pós-colonial, pondo a nu as contradições das narrativas instituídas”, informa a UMinho.

Na exposição, que se desenvolve em dois espaços, na Galeria do Paço e no Museu Nogueira da Silva (MNS), estão representados os artistas Alida Rodrigues, Ângela Ferreira, Catarina Simão, Délio Jasse, Filipa César, Francisco Vidal, Henrique Neves Lopes, Irineu Destourelles, Kiluanji Kia-Henda, Marilu Námoda, Mónica de Miranda, Nuno Nunes-Ferreira, René Tavares e Rita Raínho & Ângelo Lopes.

Assim, na Galeria do Paço, e até ao dia 30 de junho, o visitante poderá ver uma seleção do arquivo fotográfico, intercetado com obras dos artistas que integram a iniciativa.

Já no Museu Nogueira da Silva (MNS), até 10 de setembro, é trabalhado o arquivo histórico colonial sob três propostas: a residência artística de Délio Jasse, criada a partir do arquivo fotográfico da Diamang; o trabalho de Henrique Neves Lopes e os vídeos de Catarina Simão e Filipa César, que têm por base criativa materiais de arquivos coloniais; e a reprodução integral do acervo fotográfico da Diamang sediado no MNS.

O programa integra ainda um ciclo de conferências semanais entre 14 de maio e 25 de junho, que integra ainda um ciclo de cinema, visitas organizadas e oficinas artísticas e uma venda de livros.

A exposição resulta do projeto de investigação “Mapeamento e Sentidos Críticos do Arquivo Fotográfico da Empresa Companhia de Diamantes de Angola (Diamang)”, coordenado por Fátima Moura Ferreira, investigadora do Lab2PT e professora do Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais da UMinho.

A sessão de inauguração está marcada para as 18h00, na Galeria do Paço, e conta com intervenções do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, do reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, da vice-reitora para a Cultura e Sociedade, Manuela Martins, e do diretor do Lab2PT, Jorge Correia.

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