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PSP

Sindicato dos Profissionais de Polícia denuncia "falta de liberdade e perseguição sindical"

23 abr, 2021 - 20:17 • Liliana Carona

“Passados 32 anos estamos novamente confinados”, assim se pode ler como título na revista trimestral o “Polícia” do Sindicato de Profissionais de Polícia (SPP-PSP), a segunda maior estrutura sindical da classe. Desigualdade na progressão de carreira, descontentamento salarial e necessidade de serem ouvidos pela tutela, são outras críticas apontadas. Dia 29 deste mês, há reunião com o MAI.

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O presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP-PSP) avisa que “pode vir a acontecer, uma manifestação, como aconteceu em 2018 na escadaria da Assembleia da República”.

Em declarações à Renascença, Mário Andrade, agente da PSP há 36 anos, é o autor das declarações de um artigo intitulado “Passados 32 anos estamos novamente confinados”, na revista o Polícia, publicação que o sindicato produz trimestralmente.

Em causa está o episódio de há 32 anos, que ficou conhecido como “Os ‘Secos e Molhados’, em que os agentes nem conseguiam falar, mas hoje vemos que estão a tentar restringir as liberdades conquistadas, só que hoje não vai haver mais um ‘Secos e Molhados’, porque não haverá ‘Secos’, hoje esses também sentem as dificuldades, haverá sim uma união de contestação”.

E acrescenta: “o Governo deve ouvir-nos e não ouvir por ouvir. Através da alteração da lei sindical, e com a limitação de agentes sindicais, impede-nos de fazer o nosso trabalho sindical. Não conseguimos, tendo em conta o rácio de colocação de dirigentes com direito a créditos sindicais, não se consegue atingir todos os comandos e há comandos que ficam sem qualquer representatividade sindical, ficando desprotegidos”, dando como exemplo os Açores.

“De forma camuflada, os políticos voltaram a confinar os polícias e a colocar-lhes uma mordaça. Os delegados sindicais devem corresponder a 10 % do efetivo e isso nem sempre acontece”, lamenta o Chefe Andrade.

Para o sindicalista, outra preocupação é a desigualdade na progressão das carreiras na PSP: “o que está em causa, nas carreiras de oficiais de polícia, é que há uma ascensão contínua e progressiva, enquanto, na carreira de agentes e chefes vemos a demora exagerada nas progressões. Temos chefes com mais de 20 anos na primeira categoria, não há perspetivas de progressão. E os agentes estão 14, 15 anos à espera de saída de agente para agente principal. Há um tratamento diferenciado que prejudica os agentes policiais”, denuncia o Presidente do Sindicato de Profissionais de Polícia (SPP-PSP). que deixa ainda uma questão ao governo.

“Como é que conseguimos atrair jovens para a instituição, com um ordenado de 890€, pouco mais que o ordenado mínimo, com riscos e agressões constantes?” questiona para, logo de seguida dar a resposta: “devíamos ter um ordenado compatível. Quando vim para a polícia concorriam 10, 12mil pessoas, hoje temos 2mil candidatos”, garante.

No dia 29 de abril, há reunião com o Ministério da Administração Interna, sobre a atribuição de um suplemento de risco, uma reivindicação antiga.

“Vamos exigir que sejam contemplados todos os polícias e um valor significativo no vencimento. Mas achamos estranho sermos convocados para a atribuição de um projeto e não nos foi apresentado um anteprojeto para negociarmos. Vamos lá ouvir e não ser ouvidos”, conclui.

O Sindicato de Profissionais de Polícia (SPP-PSP), é o segundo maior da classe, ao nível dos associados (2.500), antiguidade e representatividade negocial com a tutela.

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