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25 de Abril

25 de Abril: Promotores alertam que só quem for convocado pode integrar desfile

21 abr, 2021 - 17:05 • Lusa

O presidente da Associação 25 de Abril, uma das entidades que constitui a comissão promotora do desfile assinala que este ano vai voltar a realizar-se o tradicional desfile comemorativo do 25 de Abril de 1974, mas ressalva que, devido à pandemia de covid-19, "não se faz apelo à alargada participação popular".

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A Comissão Promotora das comemorações populares do 25 de Abril alertou esta quarta-feira que apenas quem for convidado pode integrar o desfile no domingo e apelou a todos que cantem a "Grândola Vila Morena" à janela, como no ano passado.

Devido à pandemia de covid-19, a participação no desfile na Avenida da Liberdade, em Lisboa, será restrita a representantes das entidades que integram a comissão promotora das comemorações, que alerta "todos os democratas e patriotas que decidam deslocar-se à Avenida da Liberdade e não tenham sido convocados" pela organização para a "impossibilidade de se integrarem no desfile".

Em comunicado, o presidente da Associação 25 de Abril, uma das entidades que constitui a comissão promotora do desfile (que em 2020 não se realizou por causa do contexto sanitário causado pelo novo coronavírus), assinala que este ano vai voltar a realizar-se o tradicional desfile comemorativo do 25 de Abril de 1974, mas ressalva que, devido à pandemia de covid-19, "não se faz apelo à alargada participação popular".

É pedido também a quem queira assistir ao desfile que cumpra o distanciamento social e o uso de máscara e que leve desinfetante para as mãos.

Na nota enviada às redações, Vasco Lourenço, em nome da organização, salienta que, após terem sido dadas garantias "no que concerne ao cumprimento escrupuloso das medidas e recomendações técnicas emanadas no âmbito da pandemia por covid-19", a Direção-Geral da Saúde "considerou que existem condições para a viabilização do desfile comemorativo do 25 de Abril, cumpridos todos estes pressupostos".

O desfile, que vai percorrer a Avenida da Liberdade e termina na Praça dos Restauradores, terá início às 15h00. Depois, "as duas viaturas Chaimite que nele participam, iniciam um percurso pela cidade de Lisboa, passando por alguns dos principais lugares simbólicos dos acontecimentos ocorridos no dia 25 de Abril de 1974 (Praça do Comércio - Rua Nova do Almada - Largo do Carmo - Rua da Misericórdia - Rua António Maria Cardoso (ex-PIDE) - Rua da Conceição - Praça da Figueira - Rossio - Rua Joaquim António de Aguiar - Rua Sampaio Pina (ex- RCP) - Rua Marquês da Fronteira (ex-BC5) - S. Sebastião da Pedreira (ex-QG/RML) - Campo Grande - Alameda das Linhas de Torres - Pontinha (PC do MFA)", é também anunciado.

A comissão promotora das comemorações apela ainda a todos os cidadãos que, "onde quer que estejam", às 18h00 de domingo "(hora da rendição de Marcelo Caetano em 1974), suspendam os trabalhos (com exceção dos que não o possam fazer) e venham às janelas e varandas cantar a "Grândola Vila Morena", seguida do Hino Nacional" e pede aos órgãos de comunicação social que transmitam as duas músicas.

As entidades que organizam as comemorações da Revolução dos Cravos defendem ainda que "para cumprir Abril é preciso impedir que sejam os trabalhadores e as pessoas mais vulneráveis a serem as principais vítimas das nefastas consequências económicas e sociais da crise provocada pela pandemia" e esperam que não haja um recuo "na reposição e aumento de rendimentos e salários, na estabilidade laboral, no reforço dos serviços públicos, na garantia do direito à educação e à saúde, na garantia do acesso à criação e fruição cultural, nos direitos das famílias".

"É hoje necessário reforçar o Serviço Nacional de Saúde, em meios humanos e técnicos, é necessário reforçar a estrutura de saúde pública, assegurando a interrupção das cadeias de contágio por via da testagem massiva, é necessária uma vacinação rápida de todos os portugueses, concretizando o direito à saúde, plasmado na Constituição que saiu da Revolução de Abril", advogam também.

A comissão termina com uma crítica ao ressurgimento da extrema-direita em Portugal: "Face ao recrudescimento de expressões reacionárias, de cariz racista, fascista e anti-democrático, como democratas e progressistas, afirmamos que estamos unidos na afirmação de que os valores de Abril estão bem presentes na história, na identidade de Portugal e dos portugueses e tudo faremos para combater ideias e ações que ataquem Abril".

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