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Condenado um dos suspeitos de matar a jornalista maltesa Daphne Caruana Galizia

23 fev, 2021 - 22:43

O suspeito assumiu a culpa e aceitou prestar informações sobre o homicídio da jornalista que revelou esquemas de corrupção na política do país.

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Um dos suspeitos de ter assassinado a jornalista de investigação maltesa Daphne Caruana Galizia, em 2017, admitiu a responsabilidade pelo caso e foi condenado a 15 anos de cadeia.

Conhecida pelo seu trabalho de divulgação de esquemas de corrupção, Galizia foi assassinada em outubro de 2017 e suspeita-se que tenha sido ordenado por altas figuras da estrutura do poder no país.

Num golpe de teatro inesperado, Vincent Muscat mudou a sua anterior declaração de inocência e admitiu ter estado envolvido no crime, concordando em prestar informações sobre o assassinato.

Para além de ter sido condenado a 15 anos de prisão, Muscat terá de pagar 42 mil euros de despesas jurídicas.

Os outros dois arguidos, os irmãos George e Alfred Degiorgio, também estiveram presentes na sala de audiência, mas não prestaram declarações.

Os três arguidos são acusados de planear o assassinato e de fazer explodir a bomba que matou Caruana Galizia. Foram todos detidos em dezembro do mesmo ano.

Há um quarto arguido, um homem de negócios chamado Yorgen Fenech, foi acusado de cumplicidade no homicídio, mas nega. Fenech foi detido quando tentava abandonar Malta em novembro de 2019, a bordo do seu iate.

Caruana Galizia morreu aos 53 anos depois de 30 anos como jornalista, tendo acusado muitos políticos malteses de corrupção. Era altamente crítica do Governo e os seus artigos sobre as ligações entre o primeiro-ministro e os Papéis do Panamá levaram à convocação de eleições antecipadas no país

O chefe do Governo Joseph Muscat, que não é parente do suspeito, nega as alegações de corrupção mas acabou por se demitir do cargo em dezembro de 2019 depois de uma investigação ter implicado pessoas próximas dele no homicídio.

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