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Covid-19

"Disponibilidade total". Hospital de São João pronto para receber mais doentes de fora

03 fev, 2021 - 22:42 • Lusa

Esta quarta-feira, o São João recebeu 15 doentes infetados com o novo coronavírus provenientes do Hospital Amadora-Sintra. Presidente do Conselho de Administração, Fernando Araújo, garante que há capacidade para mais.

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O presidente do Hospital de São João garantiu “disponibilidade total” para continuar a receber doentes de outros hospitais, no dia em que chegaram 15 doentes Covid-19 do Hospital Amadora/Sintra.

“A disponibilidade do hospital é total. Vamos rever as necessidades dia a dia e tentaremos dar uma resposta cabal (…). Não fugimos às nossas responsabilidades e se for necessário receber um número tão elevado quanto este amanhã ou nos próximos dias temos capacidade para o fazer”, disse Fernando Araújo.

O presidente do concelho de administração do Centro Hospitalar e Universitário de São João (CHUSJ) acompanha esta noite a operação de acolhimento de 15 doentes infetados com o novo coronavírus do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF), no concelho da Amadora (distrito de Lisboa).

Oriundos do mesmo hospital são aguardados outros cinco no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E).

As ambulâncias começaram a chegar ao São João cerca das 21h15, estando programada a chegada de três grupos de cinco ambulâncias cada.

Fernando Araújo precisou que alguns dos doentes “vêm com ventilação não invasiva e apoio médico no transporte”.

Chegados ao Hospital de São João serão “avaliados na urgência e encaminhados para local mais adequado”, disse Fernando Araújo, observando que a necessidade de fazer uma “nova avaliação [para somar à feita no Amadora/Sintra] se deve às três horas de viagem entretanto efetuadas”.

“Alguns destes doentes apresentam estado grave e complexo”, referiu Fernando Araújo.

Falando em “esforço solidário”, o responsável do CHUSJ destacou “a generosidade dos profissionais do Hospital de São João” e elogiou o INEM e a Proteção Civil por terem organizado a operação “em tempo recorde”, sem esquecer o Hospital Amadora/Sintra.

“A terceira nota que acho fundamental é para os profissionais e dirigentes do Amadora/Sintra. Têm feito um esforço notável numa altura muito complicada. Todo o apoio que possamos dar é pouco para aquelas equipas que estão seguramente muito desgastadas. Esta colaboração vai manter-se nos próximos dias”, referiu.

Responsável por um centro hospitalar que à data de hoje acolhe cerca de 150 doentes Covid-19, dos quais 48 em cuidados intensivos, Fernando Araújo defendeu que “a articulação entre unidades é fundamental num momento de grande complexidade”, frisando que “não existem questões regionais”.

“O hospital [de São João] tem capacidade de plasticidade. Já o demonstrou na primeira vaga quando não sabíamos o que ia acontecer. Conseguimos adaptar-nos com alguma flexibilidade às necessidades”, concluiu.

Esta não é a primeira vez que o CHUSJ recebe doentes da zona Sul, mas também de unidades do Norte e Centro do país, disse Fernando Araújo, sem precisar números.

Paralelamente, na terça-feira, fonte do CHVNG/E indicou à agência Lusa que seriam acolhidos quatro doentes do Hospital Beatriz Ângelo, de Loures, bem como três do Centro Hospitalar do Oeste.

Hoje o Hospital de Aveiro, que juntamente com os hospitais de Águeda e Estarreja constituem o Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV), avançou que está a receber doentes provenientes de outros hospitais, nomeadamente um proveniente de Vila Franca de Xira e outro de Torres Vedras, estando prevista a chegada de mais dois doentes do Beatriz Ângelo.

Sobre o Amadora/Sintra, cujos dados mais recentes regista 368 pessoas internadas com Covid-19, fonte deste hospital disse hoje à Lusa que este hospital não está a receber doentes respiratórios em ambulâncias, desde as 16h00 de terça-feira, devido uma sobrecarga no serviço de urgência.

“Os doentes transportados de ambulância são desviados para outros hospitais, os doentes que chegam pelo seu próprio pé têm a porta aberta da nossa urgência. […] Só a urgência respiratória Covid é que não está a receber ambulâncias”, informou a fonte.

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