Tempo
|
A+ / A-

Portugal cai no Índice da Corrupção para a pontuação mais baixa desde 2012

28 jan, 2021 - 08:30 • Eunice Lourenço , Marta Grosso

O país recuou para a 33.º posição. Presidente da Transparência e Integridade pede ao Governo e ao Parlamento um debate sério sobre a estratégia de combate à corrupção.

A+ / A-

Veja também:


Portugal está a falhar numa estratégia de combate à corrupção. O país recua três lugares no Índice de Perceção da Corrupção publicado nesta quinta-feira pela Transparência Internacional, colocando-se no 33.º lugar, com 61 pontos – a pontuação mais baixa desde 2012.

Susana Coroado, presidente da Transparência e Integridade, aponta uma falta generalizada na criação de instrumentos anticorrupção e acusa o Governo de não estar a colocar o tema no topo das prioridades.

“Este ano, tivemos a apresentação da proposta da estratégia nacional de combate à corrupção por parte do Governo em setembro. Em novembro, o Governo fez uma apresentação dos resultados da consulta pública e, a partir daí, não voltámos a ouvir mais falar da estratégia”, lamenta.

“O mesmo, por exemplo, em relação à proteção de denunciantes, cuja diretiva europeia tem de ser transposta até ao final deste ano e não temos, sequer, uma proposta de lei nesta matéria”, destaca ainda a responsável à Renascença.

Susana Coroado reclama, por isso, do Governo e do Parlamento, um debate sério sobre a estratégia nacional do combate à corrupção, “até porque a estratégia tem uma grande aplicação no setor público, onde este estudo incide”.

“E depois temos que olhar fortemente para a implementação das leis – também as que já existem, porque são pouco aplicadas – e, sobretudo, para a gestão e prevenção de conflitos de interesse, tanto nas instituições políticas como nas instituições públicas”, aponta ainda a presidente da Transparência e Integridade.

Susana Coroado acrescenta o problema não é de agora – tem-se agravado ao longo dos últimos anos, com sucessivos governos. Na opinião desta responsável, é um sinal de degradação da qualidade das instituições nacionais, em particular em contexto de crise pandémica.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+