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​Pedro Nuno Santos: “Ana Gomes não é a candidata mais institucionalista e ainda bem”

22 jan, 2021 - 21:17 • Susana Madureira Martins , com redação

Ministro das Infraestruturas marcou presença no encerramento da campanha de Ana Gomes, deixando críticas a Marcelo Rebelo de Sousa. A candidata presidencial diz que uma segunda volta é possível.

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Pedro Nuno Santos não poupa Marcelo Rebelo de Sousa. No último dia de campanha eleitoral, o ministro das Infraestruturas participou num debate digital de apoio a Ana Gomes e, sem nunca dizer o nome do Presidente e recandidato ao cargo, acusou-o de estar obcecado em ser aceite.

“A Ana Gomes não é a candidata mais institucionalista e ainda bem. Porque há uma coisa que nós precisamos cada vez mais nos políticos: autenticidade. Quem é autêntico não está obcecado em que tudo aquilo que diga seja aceite e não seja alvo de crítica. Quem é autêntico diz aquilo que sente, aquilo que é preciso ser dito e não tem a tática permanentemente na cabeça antes de falar. E é desses políticos que nós precisamos.”

De Marcelo, sem falar de Marcelo, o ministro das Infraestruturas disse ainda que é artificial, que não é autêntico, por oposição a Ana Gomes.

“Se vamos falando do distanciamento entre os eleitos e o resto da população, isso acontece porque temos cada vez mais políticos que são construídos, que não são autênticos, que são quase artificiais”, declarou Pedro Nuno Santos.

“Quando olhamos para Ana Gomes vemos alguém como nós, que sente, que falha, que diz coisas acertadas e, às vezes, menos acertadas, mas que está no sítio certo, sabe quem defende e tem uma vida inteira de dedicação para o provar”, salientou.

Marcelo, por oposição a Ana Gomes, segundo o ministro, tem a visão da direita, individualista e não comunitária. O socialista deixou ainda críticas ao modo como o Presidente da República dialogou com os privados de saúde quando decorriam negociações do Governo com este setor.

“Quando o Governo, num momento difícil, inicia uma negociação com os grupos privados de saúde, Ana Gomes, presidente, nunca lhe ocorreria reunir com os grupos privados de saúde num momento em que a comunidade representada pelo Governo estava a fazer uma negociação muito importante para alargar a disponibilidade dos cuidados de saúde à população num dos momentos mais críticos que estamos a viver.”

Nesta sessão online, o ministro das Infraestruturas deu ainda uma bicada ao PS por não ter indicado apoio a nenhum candidato, agradecendo a Ana Gomes por não ter deixado os socialistas sozinhos.

A candidata presidencial acusa Marcelo Rebelo de Sousa de boicotar em linha com os partidos da direita diversas promessas.

“Muitos e muitas socialistas percebem que votar no candidato da direita, que foi sempre um representante ostensivo desse ideário da direita que tanto boicotou algumas das promessas da nossa Constituição, em especial a regionalização, mas não só, o Serviço Nacional de Saúde ainda recentemente, a Justiça que hoje temos bloqueada, que nunca deu voz aos jovens, nunca se incomodou com os desafios da salvação do planeta”, lamentou Ana Gomes.

Na reta final da campanha, a candidata considera que a segunda volta “é possível” e apelou à união da esquerda depois das eleições presidenciais deste domingo.

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