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Na cidade de Castelo Branco, só há missa ao fim de semana

18 jan, 2021 - 08:29 • Olímpia Mairos

As equipas pastorais citam uma passagem bíblica de S. Paulo aos Coríntios, em que o apóstolo refere “tudo me é permitido, mas nem tudo é conveniente”, para justificarem a decisão. A medida entra em vigor esta segunda-feira.

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As paróquias da cidade de Castelo Branco decidiram suspender as missas com a participação dos fiéis durante os dias úteis, enquanto durar o período de confinamento.

“Com a dor que esta medida nos provoca e que, antecipamos, provocará ao povo de Deus que por nós é servido, e pedindo desculpa pelos incómodos e transtornos que esta medida acarrete, acreditamos estar a dar o contributo possível para que juntos, como comunidade humana, ultrapassemos as tormentas a que somos sujeitos”, realçam as equipas pastorais.

O decreto do estado de emergência não impõe nenhuma restrição às celebrações religiosas, “e bem, porque num estado laico não são as autoridades civis capazes de tomar decisões do foro religioso, mais isso não nos dispensa de colaborarmos, de forma ativa, no combate que esta pandemia impõe”, pode ler-se no comunicado conjunto das paróquias.

Neste contexto e depois de avaliarem a atual situação nas paróquias da cidade de Castelo Branco, as equipas pastorais decidiram suspender, pelo período que durar o confinamento, as celebrações eucarísticas com a participação de fiéis, de segunda a sexta-feira.

“Como dizia S. Paulo ‘Tudo me é permitido, mas nem tudo é conveniente’”, assinalam os responsáveis.

Nas paróquias de S. Miguel Arcanjo, S. José Operário e Nossa Senhora de Fátima, dado “o peso excecional que o domingo tem na vida dos cristãos”, os sacerdotes continuarão a celebrar com a presença de povo as celebrações dominicais e vespertinas, “conscientes dos riscos que tentamos reduzir ao mínimo com o cumprimento escrupuloso do determinado pela Direção Geral de Saúde (DGS) e pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP)”.

A celebração das exéquias vai continuar a acontecer “apenas no cemitério”, e os sacerdotes “em privado”, continuarão a celebrar diariamente, tendo “presente as intenções” particulares e indicadas previamente.

“Aqueles que pediram e marcaram intenções de missa e que até já deram, por esse motivo, a esmola que entenderam dar, podem entrar em contacto connosco para remarcar para o sábado ou domingo, ou para depois deste confinamento”, escrevem os sacerdotes, acrescentando que “nos casos em que não nos façam saber da vossa vontade, nas missas que celebraremos privadamente, teremos presente as intenções que estiverem previstas para esses dias”.

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